Segundo projeções astronômicas, o corpo celeste alcançou na última terça-feira (21) sua maior aproximação da Terra, a cerca de 90 milhões de quilômetros, antes de seguir em direção ao Sol.
ENTENDA: Na prática, isso significa que o astro está no ponto máximo de brilho e visibilidade, pois a luz solar reflete com mais intensidade em sua superfície gelada.
Depois de contornar o Sol, no início de novembro, o cometa deve se afastar cada vez mais até desaparecer do alcance dos telescópios, e só voltará a passar por aqui daqui a cerca de 1.300 anos.
De acordo com a Royal Astronomical Society, o Lemmon é o cometa mais fácil de ver em 2025, em ambos os hemisférios.
Ao g1, o astrônomo Gabriel Rodrigues Hickel, doutor em Astrofísica pelo Inpe e professor da Unifei, explica que o Lemmon tem origem nas regiões mais distantes do Sistema Solar, no Cinturão de Kuiper, uma região localizada além da órbita de Netuno, que contém milhões de corpos celestes gelados.
“Ele é um daqueles visitantes raros que vêm das partes mais externas do Sistema Solar. Pequeno, gelado e com uma trajetória muito alongada”, explica Hickel.
Segundo ele, o brilho visível se deve à reflexão da luz solar nos gases e poeira que se desprendem quando o cometa se aproxima do Sol.
“Esses materiais formam uma espécie de envoltório em volta do núcleo, chamado de coma. E o vento solar empurra parte desse material, criando a famosa cauda, que sempre aponta para o lado oposto do Sol”, detalha.
Justamente por isso, por enquanto, o Lemmon pode ser visto a olho nu ou com binóculos, como um ponto esverdeado e difuso, principalmente em locais escuros.
“Não é espetacular como alguns cometas do passado, mas é bonito de ver. Quem estiver longe das luzes das cidades tem boas chances de avistá-lo pouco antes do amanhecer”, afirma o astrônomo.
Até o final de outubro, o cometa estará visível em melhores condições para o Nemisfério Norte. Mas, segundo Hickel, o “jogo vira” nos próximos dias.
“A partir do dia 27 ou 28, todo o Brasil deve ter boas chances de ver o Lemmon logo após o pôr do Sol. Ele vai aparecer próximo aos planetas Mercúrio e Marte e à estrela Antares, na constelação de Escorpião”, explica.
O brilho pode variar conforme a quantidade de gás e poeira que o cometa liberar ao se aquecer.
“Se as taxas de ejeção se mantiverem altas, poderemos ter uma visão memorável, especialmente perto do dia 8 de novembro, quando ele atinge o periélio”, diz Hickel, referindo-se ao ponto de maior proximidade com o Sol.
Com binóculos ou telescópios, o Lemmon deve aparecer como um ponto esverdeado com cauda tênue. A coloração vem dos gases como cianogênio e carbono diatômico, típicos de cometas ativos.
Em áreas rurais ou com pouca iluminação, dá até para tentar vê-lo sem equipamento, como um ponto discreto e levemente difuso, diferente das estrelas ao redor.
A passagem do Lemmon coincide ainda com outro espetáculo celeste: a chuva de meteoros Orionídeos, ativa entre 2 de outubro e 7 de novembro, com pico também nesta semana.
O fenômeno ocorre quando a Terra cruza fragmentos deixados pelo cometa Halley, que visita o entorno do nsso planeta a cada 75 anos, sua próxima aparição está prevista para 2061.
Durante a chuva, pequenas partículas entram na atmosfera terrestre a grande velocidade e produzem os riscos luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.
Em noites de céu limpo, é possível ver dezenas delas por hora.
Astrônomos recomendam procurar locais afastados das luzes da cidade e dar tempo aos olhos para se adaptar à escuridão.
Os cometas são grandes objetos feitos de poeira e gelo que orbitam o Sol. Neste ano, os destaques de observação ficaram e ficam com os seguintes astros:
Fonte: G1
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