Uma comerciante de 51 anos desapareceu após entrar no Rio Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, na manhã dessa segunda-feira (4). O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros.
Até 19h desta segunda, Erivalda Miguel da Silva não havia sido encontrada. As buscas foram suspensas à noite e devem ser retomadas nas primeiras horas de terça-feira (5) com o apoio de um bote para ampliar a área de procura na superfície do rio.
A mulher estava com o irmão e uma amiga às margens do rio, no bairro Planalto 13 de Maio, em Mossoró. Segundo a família, o grupo chegou ao local por volta das 11h.
De acordo com o irmão da comerciante, José Maria, eles consumiam bebida alcoólica quando Erivalda decidiu entrar na água para tomar banho. Ele afirmou que chegou a alertá-la sobre os riscos.
“Eu disse: ‘não venha para cá não, que aqui é fundo’. Ela disse: ‘Também sei nadar’. Aí ela desceu. Sumiu. Eu peguei na mão dela ainda. Ela disse: ‘Pode soltar, que eu sei nadar’”, relatou.
Minutos depois, a comerciante desapareceu e não foi mais vista.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou as buscas ainda pela manhã. Dois mergulhadores especialistas e uma viatura de salvamento atuaram na ocorrência.
A correnteza do rio tem dificultado o trabalho dos mergulhadores. Segundo o sargento Ariano, há possibilidade de a vítima ter sido levada para um ponto mais distante.
“Pode ser que o rio tenha levado ela, pode ser que esteja mais lá embaixo, próximo a uma parede que tem uma contenção. A correnteza dificulta, porque não se sabe se ela tenha sido levada até a barragem de contenção”, explicou.
Segundo o tenente Sales, que comanda a operação, os mergulhadores perceberam uma correnteza superficial dentro da água.
“Isso dificulta bastante. A água escura também dificulta. As buscas deixam de ser visuais e passam a ser por tato. A grande quantidade de madeira também atrapalha”, falou.
Ele também reforçou o alerta para banhistas em caso de banho no trecho.
“A gente tem aquelas recomendações: água no umbigo, sinal de perigo. E, se fizer ingestão de bebida alcoólica, não entre na água. O lazer pode se tornar uma tragédia”, disse.
Ingrid Peixoto, sobrinha da vítima, disse que ficou sabendo do afogamento enquanto estava em casa almoçando. Segundo ela, a tia tinha “amizade com todo mundo”.
“Fiquei sabendo porque estava em casa, almoçando, e recebi mensagens. Disseram que os bombeiros estavam procurando. Estamos aqui para ver se encontra. É uma pessoa muito querida. Eu gostava muito de estar com ela. É muito difícil”, disse.
Ingrid contou que a tia costumava frequentar o rio que ainda mantém esperança de encontrá-la com vida.
“Na minha cabeça, ela se enganchou em algum galho, saiu e está por aí. Não tenho certeza que ela está aí dentro. Para mim, ela está fora”, declarou.
Erivalda trabalha como vendedora de verduras na Cobal e é mãe de três filhos.
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