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Com peso menor no PIB, indústria desliga as máquinas à espera do consumo

A indústria brasileira produziu muito abaixo de sua capacidade em 2016. O cenário foi de fábricas paradas, instalações às moscas e empresas tentando esvaziar seus galpões com estoques acumulados. A indústria foi um dos setores que mais sofreu com a crise e puxou o Produto Interno Bruto do país para baixo. A atividade industrial recuou 3,8% em 2016, acima da queda do PIB, de 3,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo IBGE.

Em meio ao apetite menor por produtos industriais, o uso médio do parque fabril – conhecido como Utilização da Capacidade Instalada, ou UCI – caiu quase 2 pontos percentuais no ano passado, para 76%, sem levar em conta os efeitos sazonais.

Foi o menor nível em 13 anos, quando a série começou a ser medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na prática, 24% das máquinas, instalações e equipamentos industriais foram desativados no ano passado.

“Até o ano passado, o Brasil vinha num projeto de crescimento que não se concretizou. As empresas investiram na expansão de fábricas, mas as vendas não cresceram e isso levou à ociosidade da planta”, avalia o presidente da Guto Ferreira, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi).

Um dos exemplos mais emblemáticos de capacidade ociosa na indústria é a fábrica da Honda em Itirapina, no interior de São Paulo. A montadora investiu R$ 1 bilhão no projeto, mas desistiu de sua inauguração devido à crise econômica. A fábrica está pronta há mais de um ano e a montadora diz que só vai iniciar a produção quando o mercado se reaquecer.

A indústria automobilística e setores diretamente ligados à ela, como a indústria da borracha e do plástico, estão no topo da lista de ociosidade da CNI.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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