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Com alta de 33% no tomate, cesta básica em Natal tem o 7º maior aumento do país

O custo da cesta básica de alimentos em Natal apresentou uma alta de 5,99% no mês de março em comparação com fevereiro de 2026. O valor total chegou a R$ 653,77, colocando a capital potiguar na 7ª posição entre as maiores altas do país no período.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No acumulado do ano, a cesta básica na capital potiguar já registra um aumento de 9,48%. Na comparação com março de 2025, a elevação é de 2,72%.

O grande vilão para o bolso do consumidor natalense em março foi o tomate, com um aumento expressivo de 33,74%.

⬆️ Outros produtos que também registraram alta foram:

  • banana (12,43%);
  • feijão carioca (9,52%);
  • manteiga (2,55%);
  • leite integral (1,62%);
  • pão francês (1,21%).

 

⬇️ Já outros seis dos doze itens que compõem a cesta tiveram queda nos preços. As reduções foram registradas no:

  • açúcar cristal (-3,10%);
  • café em pó (-1,89%);
  • arroz agulhinha (-1,36%);
  • óleo de soja (-1,22%);
  • farinha de mandioca (-0,60%);
  • e carne bovina de primeira (-0,49%).

 

Contexto:Em março de 2026, o valor da cesta básica subiu em todas as 27 capitais brasileiras. As maiores elevações ocorreram em Manaus (7,42%), Salvador (7,15%) e Recife (6,97%). São Paulo foi a capital com o maior custo para a cesta básica, R$ 883,94, enquanto Aracaju registrou o menor valor, R$ 598,45.

Variação em 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, quatro dos 12 produtos da cesta básica registraram alta em Natal.

O tomate lidera o aumento, com 38,61%, seguido pelo feijão carioca (12,35%), pão francês (3,16%) e carne bovina de primeira (0,88%).

Já os alimentos que apresentaram queda de preço no mesmo período foram:

  • arroz agulhinha (-37,63%);
  • açúcar cristal (-18,12%);
  • farinha de mandioca (-13,71%);
  • leite integral (-7,24%);
  • óleo de soja (-5,01%);
  • banana (-1,89%);
  • café em pó (-1,50%);
  • e manteiga (-1,33%).

 

Cesta x salário mínim

Com o aumento no preço da cesta básica, o trabalhador de Natal que recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar mais para adquirir os mesmos produtos.

Em março de 2026, foram necessárias 88 horas e 44 minutos de trabalho para comprar a cesta, um aumento em relação às 83 horas e 43 minutos necessários em fevereiro.

Segundo a pesquisa, o trabalhador natalense comprometeu 43,60% de sua renda para a compra da cesta básica em março.

Como a pesquisa é feita e o que há na cesta?

A pesquisa define a cesta básica como o conjunto de alimentos suficiente para garantir o sustento e o bem-estar de um trabalhador adulto durante um mês.

A composição da cesta e a quantidade dos alimentos variam de acordo com os hábitos alimentares de cada região do país

Em Natal, a cesta é composta por 12 produtos: carne, leite, feijão, arroz, farinha, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. A batata, presente na cesta de outras regiões, é substituída pela farinha de mandioca.

Para realizar o levantamento, o Dieese faz uma pesquisa mensal de preços em supermercados, açougues, padarias e feiras.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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