COISAS QUE EU VI, OUVI OU VIVI: COISAS DE “O PROCESSO KAFKIANO DO SÉCULO XXI” –
“O PROCESSO” – A OBRA
“O Processo”, de Franz Kafka, publicado em 1925 – coisa que ocorreu somente após sua morte – é uma obra da literatura, que se elevou ao ponto alto dos escritos de sua categoria, permanecendo atual, até os nossos dias.
No enredo, Josef K., é detido pela polícia, sem ter feito mal algum e sem que lhe seja apresentada qualquer acusação – nada diferente de ocorrências atualmente em voga, no Brasil.
O romance, que é uma crítica contundente às arbitrariedades do poder judiciário, pareceria uma obra de ficção, àqueles da época.
Porém, aos nossos olhos, SIC, parece retratar a atual realidade brasileira.
O Josef K., de “O Processo”, é submetido a interrogatórios, por um bruto e agressivo inspetor, porém, as tentativas dele, de obter respostas que digam coerência com as suas buscas, são infrutíferas, uma vez que inexistem motivos para a absurda detenção.
A impotência dos Josef K., de hoje, nos remete ao mesmo mundo “Kafkiano”, quando a lógica é superada pela força do poder da opressão judicial, e o indivíduo vê negados os seus direitos, previstos na mais comezinha interpretação da lei, dentro de um Estado Democrático.
O bancário de Kafka, agora pode ser visto nas figuras de um Filipi Martins, de uma Debora do Baton, de um Clesão ou até de um Jair Bolsonaro, que impiedosamente e sem os direitos que lhes são garantidos pela Lei, são acusados e julgados arbitrariamente.
Envolvido nos intricados escaninhos de “O PROCESSO”, e nessa divagação mental, não observei a “hora passar, e, por volta das 23 horas, escuto o toque do celular e identifico no visor, EXPEDITO.
Atendendo, lhe pergunto o porquê de ainda estar acordado, e ele, irradiando felicidade, me diz que há tempos, ele e Cristina, não presenciavam, no Seridó, uma chuva de tamanha intensidade.
Então, resolveram me ligar, para curtirmos juntos, a alegria ”daquela “benção”.
Lhe informei que também ainda estava acordado, simplesmente porque me lembrei de rever coisas dos escritos de “O Processo” de Kafka.
EXPEDITO, SEUS CONHECIMENTOS E SUAS INTERPRETAÇÕES DO “PROCESSO KAFKIANO
Expedito mostra que conhece o assunto, dizendo que é por conta das conversas com as meninas da Faculdade, e diz: Dotô, isso qui foi iscrito de muito tempo, num si imparece cum as coisa du Brasil de hogi? As minina diz qui é pur tirá os derêitos humanitário de Josef K., e sê arbitrário, qui fáiz cumo si o livro fôce iscrito agora, neces tempo do stf brasileiro.
Veija bem, diz ele. Tem muita controvérça sobri o dia 8 di janeiro de 2023, quando num trabaio pracífico, o povo entrô nos Congréço, nos gabinete do Presidente e no stf.
Pessoas quebraro vridos, isculambaram os móvel e inté as obra di arti, mais, tudo foi gravado, amostrando qui um bando de gente fantasiado cum as bandera do Brasil, já tava dentro dos prédio, logo sêdo, purquê arguêm butô êlis lá.
O prosesso qui veio adespois, é tudo “armação”, mais acuntece qui o Gorducho Dino deu fim aos firme, prá num sirvi de prova, qui num fôro os patrióta.
Prá cumpretá a iscrita, nu ôtro dia inganáro o povo e prendêro quagi dois mil vivente, sem si impreocupá si era velho, môço, mulé, homi, minino, e cem qui nium subeçe o purquê.
Entonce, leváro tudo prum campo de inconcentração, como Hitler féis nas Alemanha, e inda hogi, tão fazendo injustiça, mermo cem as Lei prevê.
EXPEDITO E A BUSCA PELA SOLUÇÃO
Dôtô Antonio, sei qui nóis tem cunvelsa prá mais de metro, sobri êsse açunto, mais uma coisa mim dêxa cem resposta: comu vai terminá eça novela?
Veija: a puliça federal, quem manda nela é Lula. O PGR, qui também foi Lula qui colôcô êli lá, é “assim comu unha e carne”, cum Alexandre Imorais. O Alcolumbre, neto do “Rei do Ouro”, Prisidente do Senado, tem o “rabo preso” im muita ôtras questão. O Prisidente da Câmera dos Deputado, e sua famía, lá da Paraiba, é todu inrolado im coisa érada. E, prá ingroçá o cardo, quaxi metade dos sinistro do STF, tão invulvido cum o Banco Mastri.
Ói. Si fô o stf quem vai arresolvê, tá rim. Os sinistro “fáis gato e sapato” cum a Constituição, ameiaça e prosessa quem elis qué, entonce, acuma é qui vai ficá essi sáco de gato?
Se alembre, Dotô, do qui dixe Rui Barbosa: “A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.
É Expedito, embora seja indiscutível a afirmação, dizem não haver provas de que foi Rui Barbosa quem fez. Mas, aproveito para lembrar de uma de suas frases, que diz: “maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”.
Eu, que não tenho como esclarecer as suas dúvidas, sobre quem vai resolver e nem como as coisas vão ficar, continuo com fé em Deus – “que dizem ser brasileiro” – e espero que Ele vá nos ajudar a sair dessa enrascada.
Apesar de tudo parecer de difícil solução, como disse o Barão de Itararé: “há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”:
– Pesquisa realizada agora, atesta que 66% da população só votam em candidatos ao Senado, que forem a favor de “impeachment” de ministros do STF;
– O Alexandre de Moraes, que era visto como o Imperador do Brasil, homem que se fez temido pela força do poder, hoje já anda quase que escorraçado, e recebeu a pior avaliação na pesquisa da Empresa Quaest.
Ele, embora esperneando de tudo que é jeito, não consegue se livrar das acusações de crimes de corrupção, dentro do escândalo do Banco Master, onde consta, inclusive, o contrato com o escritório da sua mulher, pela bagatela de 129 milhões de reais.
Segundo a imprensa, cada vez que eles procuram justificar os fatos, se complicam ainda mais, e, plagiando o “Nove Dedos”, “o grosso ainda está por vir”, com as delações premiadas dos implicados no roubo dos velhinhos do INSS, e nas “falcatruas” do Banco Master;
– Há muito pouco tempo, políticos foram cassados, apesar de possuírem as imunidades parlamentares, e repórteres foram demitidos, presos e perseguidos, por emitirem opiniões e publicarem informações verdadeiras sobre o judiciário.
Porém, esse quadro está mudando;
– Uma CPI chegou a solicitar o indiciamento de três ministros do STF e do Procurador Geral da República, o que foi apoiado pela grande imprensa, antes “comprada” ou submissa ao poder, mas agora, desperta nesse novo momento;
– Pesquisas recentes atestam o “derretimento do STF”, comprovando que ele “atingiu nível recorde de desconfiança”;
– Matérias jornalísticas, quando descrevem o “supremo”, trazem, entre outros, termos como “descrédito, rejeição, falta de confiabilidade, concentração de poderes, crimes de corrupção e ameaça à democracia”, como recheio de suas opiniões;
– O Presidente do Senado e o Presidente da Câmara dos Deputados, já não merecem respeito, e são “peitados” pelos colegas, que chegam a cogitar os seus “impeachments”;
– O Presidente Lula, mostra claros sinais de senilidade, que refletem em seus pronunciamentos, trazendo insatisfação e insegurança até para os próprios quadros dos partidos de sua base.
O 9 Dedos, já é chamado de “O Joe Biden Brasileiro”, comparado com o “gagá” Ex-Presidente Americano;
– O crescimento da aceitação da candidatura de Flávio Bolsonaro e a queda da popularidade do presidente Lula, levam medo e desespero ao Planalto, chegando ao ponto do próprio Lula dizer da possibilidade de não disputar a eleição;
– Para não ir muito adiante, vemos que o mundo passou a olhar para a “democracia troncha” do Brasil, e está carente de explicações, sobre a falta de liberdades no País.
Tá vendo Expedito?
Por conta dessas, de outras coisas, e mais algumas coisas, que estão “mexendo” com uma situação que parecia “imexível”, é que me anima confiar que vai haver mudanças no Legislativo, Executivo e Judiciário, com as próximas eleições, permitindo o equilíbrio entre os poderes e devolvendo aos brasileiros a verdadeira democracia e a liberdade de expressão.
Vou cumprir com o meu dever de cidadão, votar em quem possa trazer a tranquilidade para o nosso povo e a esperança de dias melhores, com o crescimento da economia.
Disso tudo, teremos a consequente possibilidade de “impeachment” de Ministros e a reforma do Judiciário, garantindo a paz e a volta da segurança jurídica do país.
A DESPEDIDA DE EXPEDITO
É Dôtô, diz Expedito. “Tem caroço nesse angu”, e nóis tem qui mexê muito, prá dismanxá.
Mamãe dizia, qui inquanto há vida, há isperança…
Fique certo qui num vô passá vergonha pur num tê lutado. Vô fazê a minha parti, assim comu o sinhô.
Agora, prá disanuviá os pensamento, vâmo incerrá o papo e eu vô vortar prá vê a chuva.
Sháu Dôtô!
Como Expedito não desliga o celular, escuto ele gritar: ô Cristina, meu amôzinho, traga aquela cachaça Extrema, azulada cum clitória, prá ajudá eu a isqueçê essis pobrema do Brasil.
Caminhando para a varanda, passo a ouvir o som da chuva, e, então, escuto sua voz, cantarolando:
“Já podeis, da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil”
É a vida!!! Diz ele, para ele mesmo.
Antonio José Ferreira de Melo – Economista – antoniojfm@gmail.com
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