COCÓ: O MENINÃO – Berilo de Castro

COCÓ: O MENINÃO –

João Batista da Silva, dito assim, ninguém o conhece; apenas mais um Silva; porém se digo, Cocó, todos que tiveram o privilégio de acompanhar o futebol potiguar da década de 1960, irão reverencia-lo. De codinome Cocó; sua história, sua vida se mistura e de identifica com a de um menino pobre e buliçoso do bairro das Rocas. Desde cedo, não se desgrudou da bola. Cria do bom time do Palmeiras das Rocas, na década de 1960.

O conheci, atuando no time juvenil do ABC FC, já se destacando, não, como uma promessa, mas como uma realidade para o nosso futebol.

Logo cedo, muito jovem ainda, foi alçado à equipe titular, na posição de atacante avançado; ora como ponta direita, ora como meia ponta de lança. Teve a felicidade na época, de se juntar a um centroavante oriundo do futebol paraibano: Delgado, um craque de bola; de boa estatura, narigudo, exímio cabeceador; o melhor centroavante de toda a história do time mais querido. Cocó, foi um privilegiado de ter sido seu companheiro de equipe. Virou artilheiro, sempre recebendo as benesses do craque paraibano, que o deixava toda hora na “cara do gol”.

Fui seu adversário no inicio da década de 1960, atuando pelo Alecrim FC. Tinha muito trabalho para marcá-lo. Em uma excursão do ABC FC para São Luiz do Maranhão, Teresina e Parnaíba(PI), fui convidado para fazer parte da equipe alvinegra, momento que pude melhor conhecê-lo. Foi muito oportuno e muito produtivo a nossa convivência.

Contam, que quando jogava no Campinense Clube, um grande time na época, muito respeitado no futebol do Nordeste, alegou uma séria contusão, que levaria muito tempo para recuperação. Pediu para fazer o tratamento em Natal. Foi atendido, só que permaneceu em Campina, zanzando e aproveitando as frias “quentes”noites da cidade. . Cidade pequena e com muitos torcedores do Campinense, muito difícil do jogador se esconder. Assim, foi visto por um empolgado e frenético admirador da equipe em uma animada quermesse, quando seu nome foi chamado para receber o prêmio. O torcedor ficou apreensivo, certo que o jogador estava em Natal, fazendo tratamento intensivo. – “O prêmio vai para o grande artilheiro do Campinense Cocó”. Parabéns! Parabéns!

 

 

 

 

 

Berilo de Castro – Médico e Escritor

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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