Está nas mãos dos técnicos do Ministério da Fazenda um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que aponta os ganhos que o Brasil teria com o aumento dos investimentos na exploração e produção de gás natural em terra. De acordo com o estudo, se o setor recebesse investimentos de 71 bilhões de dólares nos próximos 35 anos, a produção sairia dos atuais 23 milhões e atingiria 140 milhões de metros cúbicos ao dia em 2050.
Com o aumento da oferta, os preços cairiam, estimulando o consumo de gás natural na indústria e melhorando a competitividade do produto brasileiro. Em consequência, aponta a CNI, a arrecadação do governo teria um acréscimo de 79 bilhões de dólares até 2050, dos quais 39% seriam de Imposto de Renda, 29% de royalties e 32% de impostos indiretos.
O problema é que esse cenário para lá de otimista num momento de crise e de retração de investimentos ainda dependeria de uma série de ações do governo e do Congresso, entre as quais a quebra do monopólio da Petrobras no transporte do produto, a revisão do modelo de concessões e o incentivo à exploração do gás em terra, uma trinca que está longe de ser prioridade do governo no atual cenário de múltiplas preocupações com a Petrobras.
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