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CNC mostra preocupação com rumos da economia

 

O tom da reunião desta quinta-feira, 13 de março, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), foi de preocupação. Instada pelo presidente da entidade, Antonio Oliveira Santos, toda a diretoria registrou em ata uma profunda preocupação com o quadro econômico, fiscal, tributário e burocrático do país, sobretudo acerda dos seus reflexos na economia brasileira. De forma geral, a diretoria mostrou preocupação com questões como o baixo crescimento do PIB, o déficit fiscal, o aumento da dívida pública, a estagnação industrial, a deficiência na estrutura de transportes e a burocracia excessiva no país em diversas áreas.

“Todos estes são pontos que concorrem para frear o crescimento do país e manter nossa economia em um ritmo preocupantemente lento. O nosso setor de comércio, serviços e turismo tem sido uma ilha de crescimento, mas, mesmo assim, temos visto o vigor deste incremento minar. No âmbito nacional, saímos de patamares de aumentos de vendas acima dos dois dígitos para crescer 8% no ano passado e projetar alta de 5% este ano. O quadro é preocupante sim, e muito. Por isso toda a diretoria da CNC fez questão de registrar este pensamento. Basta olhar os indicadores. Temos níveis absurdos de carga tributária, uma burocracia brutal e relações trabalhistas extremamente herméticas. Nossos níveis de educação precisam melhorar, muito. Os governos, de uma maneira geral, precisam ser mais eficientes e cumpridores de suas obrigações constitucionais. O quadro geral é preocupante”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

Na reunião, foram citados números como o nível de endividamento do país, que já beira os 60% do PIB, e a carga tributária acima dos 38%, como pontos de extrema preocupação.  Mas, entre os muitos números apresentados na reunião, que ratificam a necessidade de mudanças urgentes no Brasil, um deles chama especial atenção. De acordo com um estudo da ONU, divulgado na reunião da CNC, as empresas gastam, em média, 2,6 mil horas por ano apenas para atender questões de ordem burocrática. É o maior tempo gasto com este assunto no mundo. Para se ter uma ideia, a média mundial é de 176 horas anuais.

“Além de concordar com todos estes números, eu fiz questão de apresentar na reunião os meus parabéns a um estudo feito pela Fecomércio SP, que mostra que os juros pagos pelos financiamentos, de uma maneira geral, no Brasil, consomem mais de 50 dias da renda das famílias. São juros insanos que refletem a política econômica nacional e que retiram recursos dos consumidores e elevam fortemente os riscos de inadimplência. É mais um ponto de preocupação nossa”, finaliza Marcelo Queiroz.

Ponto de Vista

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