Pesquisadores da UFRN identificaram uma nova espécie de raia em águas brasileiras, a Hypanus berthalutzea. A descoberta foi publicada recentemente através de um artigo na revista científica Journal of Fish Biology.
A revelação da nova espécie foi feita por cientistas Departamento de Botânica e Zoologia.
“Este estudo mostrou que as raias-prego do Brasil são, na verdade, mais aparentadas com as da África e apresentam diferenças genéticas, morfológicas e ecológicas suficientes da Hypanus americana para justificar a denominação de uma nova espécie”, explicou o professor Sérgio Lima, um dos autores do artigo.
O professor – que é do Laboratório de Ictiologia Sistemática e Evolutiva do Departamento de Botânica e Zoologia da UFRN – explicou que revelações de novas espécies podem acontecer ao se encontrar uma forma inédita – ainda não catalogada – ou quando elas eram identificadas erroneamente como outra, o que é o caso desse trabalho.
O início da descoberta foi em 2016, na pesquisa de doutorado da primeira autora do estudo, Flávia Petean, do Programa de Pós-Graduação de Sistemática e Evolução da UFRN.
Houve, então, a coleta de tecidos para análises genéticas, visitas a museus para analisar exemplares fixados e estudos estatísticos de adequabilidade ambiental.
Os cientistas explicaram que durante a pesquisa todas as espécies do gênero Hypanus da costa Atlântica e Pacífica das Américas, assim como uma espécie na costa Atlântica da África, foram estudadas.
Dessa forma foi possível comparar a morfologia e o DNA dessas raias e identificar a a nova espécie.
A Hypanus berthalutzae é conhecida como raia de pedra, raia manteiga ou raia-prego. Ela possui uma coloração cinza-esverdeada com algumas manchas pretas na região dorsal.
Em relação a outras espécies, ela também possui algumas diferenças no clásper, órgão intromitente que os machos usam para a reprodução.
Segundo os cientistas da UFRN, é uma espécie que ocorre desde a foz do Rio Amazonas até o Sudeste da costa brasileira, além de algumas ilhas e arquipélagos próximos à costa como Parcel de Manuel Luís, Atol das Rocas e Fernando de Noronha.
Ela prefere ambientes rasos e com alta salinidade.
Segundo Flávia Petean, uma das cientistas participantes da descoberta, faltam ainda referências quanto ao estado de conservação da Hypanus berthalutzae.
“Esperamos fornecer informações suficientes para que ela seja avaliada em breve, assim como a maioria das raias desse gênero, que possuem dados insuficientes para a avaliação até o momento”, disse.
A escolha do nome Hypanus berthalutzae para a nova espécie de raia traz uma homenagem à pesquisadora Bertha Lutz, bióloga que trabalhava com anfíbios e foi uma das primeiras cientistas aprovadas em um concurso público no país, com importante atuação no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Ela também era uma voz ativa na luta pelos direitos das mulheres, especialmente por meio da educação.
“Quando percebemos que iríamos descrever uma nova espécie e escolhermos um nome, não tive dúvidas de que queria homenagear alguma mulher. Bertha Lutz foi quem iniciou o movimento sufragista no Brasil e, se hoje as mulheres podem votar aqui, devemos a ela”, disse Flávio Petean.
“Por isso, resolvemos imortalizar seu nome em uma raia para que ela fique conhecida não apenas entre brasileiras e brasileiros, mas também internacionalmente entre cientistas”.
Além dos dois pesquisadores da UFRN, também assina o artigo o pesquisador estadunidense Gavin Naylor, da Universidade da Flórida.
Fonte: G1RN
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