Uma nave chinesa decolou na terça-feira com três astronautas a bordo para uma missão de 15 dias em um laboratório espacial experimental, em mais um passo rumo ao desenvolvimento de uma estação espacial própria. A Shenzhou 10 foi lançada em uma base remota no deserto de Gobi, província de Gansu, noroeste do país, às 17h38 (6h38 em Brasília), numa tarde quente e de céu claro, conforme imagens transmitidas pela TV estatal. Uma vez em órbita, a nave irá se acoplar ao módulo Tiangong 1 (o nome significa “palácio celestial”). Os astronautas, dois homens e uma mulher, realizarão várias experiências e testarão os sistemas do laboratório. Também farão uma conferência a estudantes na Terra.
Em junho de 2012, a China realizou sua primeira manobra bem sucedida de atracação no Tiangong 1, o que foi um marco na aquisição das capacidades tecnológicas e logísticas necessárias à operação de uma estação espacial completa, capaz de abrigar tripulantes por longos períodos. O programa espacial chinês avançou muito desde que Mao Tsé-tung, fundador do regime comunista em 1949, lamentou o fato de seu país não ser capaz nem mesmo de colocar uma batata em órbita. A China ainda está distante de se equiparar a EUA e Rússia, superpotências espaciais estabelecidas. No entanto, o avanço chinês nesse campo gera temores sobre uma corrida armamentista espacial.
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