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Cerca de 70% da população adulta da Inglaterra pode ter anticorpos para o coronavírus, aponta estimativa do governo

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido estima que 68,3% da população adulta da Inglaterra pode ter anticorpos para o coronavírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19.

Com a margem de erro, o índice pode ficar entre 63,9% e 73%; é o maior entre os quatro países do Reino Unido.

A estimativa, a mais recente disponível, é que, na semana que terminou em 11 de abril, 7 a cada 10 adultos ingleses teriam resultados positivos se fizessem um teste de anticorpos para o vírus. O dado sugere que essa proporção de pessoas foram infectadas com o vírus no passado ou vacinadas para a doença.

O relatório anterior, com dados referentes à semana que terminou em 28 de março, apontava que 54,9% da população adulta da Inglaterra tinha anticorpos para o vírus. Com a margem de erro, o índice poderia chegar a 60%.

Nos outros países do Reino Unido, os índices foram:

  • Na Irlanda do Norte, a estimativa era de que, na semana até 11 de abril, 62,5% da população adulta pudesse ter anticorpos; com a margem de erro, percentual poderia ser de 56,4% a 70,9%.
  • No País de Gales, a estimativa era de que, na semana até 11 de abril, 61% da população adulta pudesse ter anticorpos; com a margem de erro, percentual poderia ser de 55,9% a 66,5%.
  • Na Escócia, a estimativa era de que, na semana até 11 de abril, 57,8% da população adulta pudesse ter anticorpos; com a margem de erro, percentual poderia ser de 52,9% a 63,1%.

 

O escritório não divulgou uma estimativa percentual conjunta para todo o Reino Unido.

A análise de anticorpos é feita com base em resultados de exames de sangue obtidos de uma amostra selecionada aleatoriamente entre pessoas com 16 anos ou mais.

Nos dados usados para produzir estimativas para o País de Gales, a Irlanda do Norte e a Escócia, o número de pessoas da amostra com teste positivo para anticorpos ou que foram vacinadas é baixo em comparação com a Inglaterra, segundo o governo.

“Isso significa que há um maior grau de incerteza nas estimativas para essas nações, conforme indicado por intervalos de credibilidade maiores”, afirmou o Escritório de Estatísticas Nacionais.

Testes sorológicos não são indicados pós-vacina

No Brasil, um alerta semelhante ao britânico foi feito em março pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A entidade emitiu comunicado recomendando que as pessoas não fizessem testes sorológicos para verificar se a vacina “funcionou” – ou seja, se induziu o sistema de defesa do corpo a produzir anticorpos.

Isso porque a resposta imune induzida pela vacinação não depende apenas dos anticorpos, apontou a SBIm. Outras formas de defesa, como a celular, também fazem parte do processo.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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