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Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido

O celular virou a principal forma de o brasileiro sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Atualmente, nove em cada dez retiradas são digitais. Mas o resgate só é permitido em algumas situações, e a escolha exige atenção para não bloquear parte do dinheiro.

A papelada na mesa é a lembrança de um período difícil. Há cinco anos, a professora de Educação Física Morgana Mattos Magalhães descobriu um câncer de mama.

“Quando a gente é diagnosticada, é um mundo novo que se abre. E aí eu comecei a descobrir meus direitos. Entre eles, eu era elegível ao saque do Fundo de Garantia”, conta.

 

Primeiro, ela foi até a agência da Caixa. Não conseguiu. Depois, tentou de novo. Desta vez, pelo aplicativo no celular.

“Anexei apenas o laudo, porque a minha identidade já estava comprovada pelo gov.br. E pronto, em poucos dias meu dinheiro já estava na conta”, diz Morgana.

 

A porta da agência tem dado lugar à tela do celular. O aplicativo do FGTS virou a principal forma de acessar o dinheiro do Fundo de Garantia. Em 2025, segundo a Caixa Econômica, foram 96 milhões de saques de forma totalmente digital – quase nove de cada dez retiradas. Mas o resgate do FGTS só é permitido em situações específicas:

  • demissão sem justa causa;
  • aposentadoria;
  • compra da casa própria;
  • ou em caso de doenças graves.

Existe também o saque-aniversário: o trabalhador retira uma parte do saldo do FGTS todo ano, no mês do aniversário. Foi essa a opção da manicure Tássia Pereira:

“Eu não precisei enfrentar fila de banco, eu não precisei ficar lá esperando para que alguém fizesse por mim. Eu fui lá e fiz, e foi rápido”, conta.

 

É uma alternativa para quem precisa de dinheiro rápido. Mas tem um risco. Se o trabalhador for demitido, não pode sacar todo o saldo de uma vez. Nesse caso, ele recebe apenas a multa de 40% sobre o FGTS, paga pelo patrão, e o restante do dinheiro fica retido na conta.

Mesmo que decida voltar à modalidade tradicional de saque, o trabalhador ainda precisa esperar até dois anos para ter acesso ao valor total. Por isso, os especialistas recomendam cuidado antes da escolha.

“Se você está bem avaliado, foi promovido recentemente e não existe indicação de que você pode ser demitido, pode fazer o saque-aniversário. Agora, se você tem alguma insegurança, não está certo se esse emprego vai ser mantido pelo longo prazo, aí evite o saque-aniversário, porque caso ocorra sua demissão, é um dinheiro importante para o socorro”, explica André Braz, economista FGV IBRE.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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