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Caso Eliza Samudio: Bruno chora durante júri popular

O goleiro Bruno Fernandes de Souza chorou no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, na primeira sessão do júri popular, iniciado na manhã desta segunda-feira (4). O réu estava com uma bíblia e lia passagens do livro dentro da sala. Bruno é acusado de planejar a morte da ex-amante Eliza Samudio, em crime ocorrido em 2010. Ele responde pela morte e ocultação de cadáver da modelo de 25 anos e pelo sequestro e cárcere privado do filho que teve com a jovem.

A defesa do goleiro Bruno dispensou três testemunhas que seriam ouvidas no júri popular. Outras duas não compareceram até agora. Isso significa que, no momento, Bruno está sem testemunhas. As testemunhas ausentes são Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, e Amir Borges Matos, que é conhecido do goleiro. Elas ainda podem comparecer. O júri foi interrompido por volta de 12h35 para uma hora para almoço.

Jurados escolhidos

Cinco mulheres e dois homens vão compor o Conselho de Sentença que dará o veredicto – culpado ou inocente – no júri popular do goleiro e de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues. Ela responde pelo crime de sequestro e cárcere privado da criança. O julgamento começou às 11h45, depois que a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues negou a retirada do atestado de óbito de Eliza Samudio do processo e disse que não é possível suspender o júri em razão de um recurso sobre o assunto, que aguarda decisão.

O advogado do goleiro Bruno, Tiago Lenoir, disse na porta do Fórum de Contagem que o julgamento não poderia ser realizado. A juíza Marixa afirmou, no entanto, que o tipo de recurso apresentado pela defesa não possui “efeito suspensivo”. A juíza negou todos os pedidos da defesa, que pretendia adiar o julgamento. Segundo ela, os advogados tiveram acesso a todos os documentos da ação, que a gora alegam não estarem disponíveis. A previsão é que o julgamento dure cinco dias (entenda como funciona um júri popular).

O crime

O goleiro, que na época do crime era titular do Flamengo, é acusado pelo Ministério Público de planejar a morte para não precisar reconhecer o filho que teve com a modelo nem pagar pensão alimentícia. Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, a vítima foi entregue para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado. Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial.

O bebê Bruninho, que foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.

*Com informações de G1

Ponto de Vista

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