CASAMENTO –
O que seria o casamento? Amor? Paixão? Sorte? Sexo? Rotina? Castigo? Marasmo? Benção?
Hoje, fazendo 25 anos de casados dou-me ao luxo de pensar sobre isso…
Lembro de meu pai, no dia de nosso casamento, segurando minha mão e olhando em meus olhos, falando com voz embargada:
– Ainda dá tempo de desistir!
Rimos com esta recordação, mas compreendo as palavras dele. Hoje eu compreendo…
O casamento é uma decisão. Decidimos com quem e como queremos viver e, claro, nem imaginamos as consequências desta escolha a longo prazo. Sejamos sensatos em assumir isso! Entre escolhas de vestido, igreja, bolo e convites, talvez a preocupação mais pungente fique de lado: o motivo do casamento.
O que nos leva ao casamento? O medo da solidão? A cobrança da sociedade? A alegria compartilhada? O suspiro arrancado por um beijo? O medo da ausência desta pessoa em nossa vida?
Existem, é verdade, motivos errados, motivos falsos, outros concretos e coerentes. Há, também, outros motivos tão honestos e que estão escondidos em meio a nossa decisão. Tão escondidos que só vemos ao olhar para trás, em fotos hoje fora de moda, em um álbum já amarelado…
O casamento é uma escolha de nos vermos pelos olhos de alguém. Quantas vezes, nestes 25 anos, Flávio me viu com mais clareza que eu mesma! Viu meus defeitos e suas consequências. Viu minhas qualidades e como poderiam me fazer crescer. Viu meus medos e os afastou de mim. Viu minhas vitórias e me tomou pelas mãos, colocou-me diante do espelho e disse-me para eu acreditar em mim mesma.
Vi como eu sou através dos olhos dele e isso me impulsionou a caminhar de cabeça erguida.
Neste tempo, vimos alguns amigos se separarem, casarem novamente, re-casarem com seus ex e outros se decidirem pela solteirice, por não quererem abrir mão de sua liberdade. Alguns me disseram que tenho sorte no casamento, sorte no “jogo” da vida, sorte na escolha.
Não acredito em sorte. Acredito em Deus. Acredito que a escolha do SIM se repete a todos os dias. Não com o vestido de renda bordada, cabelo feito e maquiagem perfeita, fotógrafos a posto e música tocando na hora certa para arrancar lágrimas e suspiros. Acredito no SIM com cara inchada, olhos com remela, coluna doendo, alarme que não toca, comida queimada, filhos crescendo, conta apertada, café que acaba, controle remoto bifado, pneu furado, roupa para passar.
Acredito no SIM ao acordar e no SIM ao dormir, mascarados de um Bom dia com voz preguiçosa e de um Boa noite com um bocejo e olhos cansados. São estes momentos que refletem o EU TE AMO mascarado por outras frases, mas puro, honesto e concreto.
Obrigada, Flávio, por nosso sim. O de 25 anos atrás e todos os demais que continuam sendo ditos…
Bárbara Seabra – Cirurgiã-dentista, professora universitária e escritora
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