Um casal suspeito de praticar roubos e extorões principalmente contra homens gays e mulheres trans foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nessa quinta-feira (2) em Natal. De acordo com a corporação, pelo menos 20 vítimas já foram identificadas.
Os suspeitos foram alvo da operação “Match Final”, que cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados.
Durante a ação, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares contra parentes dos investigados, incluindo o uso de monitoramento eletrônico.
As diligências foram realizadas nos bairros Dix-Sept Rosado, Quintas e Lagoa Nova, na capital potiguar.
De acordo com as investigações, o casal selecionava as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento voltados ao público LGBT+.
O investigado principal iniciava contato com as vítimas e, após ganhar a confiança, migrava a comunicação para aplicativos de mensagens. Em seguida, eram marcados encontros presenciais, geralmente na casa dos investigados.
No local, as vítimas eram surpreendidas pela ação criminosa. Segundo relatos, os crimes eram praticados com uso de armas brancas e, em algumas situações, até arma de fogo.
O investigado exigia acesso às contas bancárias e às respectivas senhas, enquanto sua companheira surgia de forma repentina, passando a ameaçar as vítimas para que realizassem transferências financeiras.
Além dos roubos, as vítimas também eram submetidas a extorsão e chantagem, sob ameaça de divulgação de dados pessoais e conteúdos íntimos.
Em diversos casos, os criminosos ficaram com os aparelhos celulares das vítimas, especialmente modelos iPhone. Eles exigiam senhas para formatação e posterior revenda dos equipamentos.
As diligências apontaram ainda que os valores obtidos com os crimes eram transferidos para contas bancárias vinculadas à própria investigada, à irmã dela e à mãe do investigado, indicando a participação de pessoas próximas ao casal na movimentação dos recursos.
Ao todo, a polícia identificou pelo menos 20 vítimas, com o registro de 15 aparelhos celulares subtraídos, além de valores obtidos por meio de transferências bancárias realizadas sob coação.
A Polícia Civil não descarta a existência de outras vítimas, uma vez que há indícios, inclusive por meio de imagens, de pessoas que ainda não formalizaram o registro de ocorrência.
Fonte: G1RN
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