Em Capim Macio, moradores relataram o aumento da presença dos animais na Rua João Florêncio de Queiroz. Segundo eles, os caramujos são vistos em jardins, calçadas e áreas verdes de condomínios, principalmente no início da manhã e no fim da tarde.
Em Candelária, moradores também registraram a presença dos moluscos na Rua Professor José Fabrício de Oliveira. Fotos mostram os animais nas paredes das casas e nas calçadas.
Sem saber qual é a forma correta de eliminá-los, alguns moradores recolhem os caramujos e os colocam em baldes com sal grosso.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) faz apenas a identificação da espécie e orienta os moradores. O recolhimento e a eliminação dos caramujos são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis onde ocorre a infestação.
A pasta explica que o caramujo-africano pode atuar como hospedeiro de parasitas responsáveis pela angiostrongilíase, doença transmitida pelo contato com a secreção do animal em determinadas condições. Até o momento, não há registros da doença em Natal.
A gerente técnica da Unidade de Vigilância de Zoonoses, Úrsula Torres, orienta que o recolhimento seja feito sempre com proteção nas mãos.
Passo a passo:
Segundo a especialista, não é recomendado jogar sal diretamente sobre os caramujos, já que o líquido expelido pelo animal pode respingar e atingir olhos, boca ou outras mucosas.
Os ovos também precisam ser eliminados. Eles costumam ficar enterrados ou parcialmente expostos no solo e podem permanecer viáveis por até dois anos.
A orientação é quebrá-los manualmente, usando proteção nas mãos, e aplicar cal virgem no terreno para eliminar os ovos que não forem encontrados.
A Prefeitura orienta também que os terrenos sejam mantidos limpos, com vegetação roçada e sem restos de construção, folhas ou madeira, que servem de abrigo para os moluscos.
Segundo a Unidade de Vigilância de Zoonoses, cada caramujo pode colocar cerca de 400 ovos e, por serem hermafroditas, a reprodução acontece rapidamente, favorecendo novas infestações após os períodos de chuva.
Moradores podem entrar em contato com a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelo WhatsApp (84) 3232-8235 para receber orientações sobre identificação da espécie e formas corretas de controle.
Fonte: G1RN
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