Em 1975, após lançar único disco por uma grande gravadora multinacional, o cantor e compositor pernambucano Roberto de Melo Santos sumiu do mapa sem deixar pistas. Chateado com a baixa rentabilidade de sua obra, Di Melo deu um chega pra lá no mercado fonográfico e seguiu com agenda modesta fazendo pequenos shows no circuito noturno em bares de São Paulo e do Recife. E assim viveu, feliz da vida, por 35 anos no ostracismo até 2011, quando ‘descobriram’ que ele não estava morto como muitos chegaram a pensar.
Interessados no paradeiro do figura, os diretores Alan Oliveira e Rubens Pássaro foram no encalço do artista e o reencontro acabou rendendo a produção do documentário “O Imorrível” – foi aí que o Brasil, finalmente, conheceu a mistura soul-black-funk-samba-rock do hoje sessentão Di Melo, que no próximo dia 24 de outubro mostra sua verve na palco do Festival Mada – Música Alimento da Alma.
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