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Campanha de vacinação contra a gripe ainda precisa alcançar 17% do público-alvo

A três dias do final da campanha de vacinação da gripe, 9,5 milhões de brasileiros ainda não se vacinaram, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (19). Apesar do prazo ter sido prorrogado até o dia 22 de junho, a meta do Ministério da Saúde de ter 54, 4 milhões de pessoas vacinadas ainda não foi alcançada.

Com a atualização do boletim, o percentual do público alvo que precisava ser alcançado até por volta das 15h30 era de 17%. Neste total, 4,4 milhões são crianças com menos de cinco anos.

A vacina contra a gripe é indicada por pessoas em maior risco de transmissão (como profissionais da saúde) ou pessoas com maior possibilidade de desenvolver complicações mais graves (como é o caso de idosos).

Em São Paulo, dois novos grupos serão incluídos na campanha, segundo a Secretaria da Saúde. A partir desta segunda-feira (25), poderão tomar a vacina adultos entre 50 e 59 anos e crianças com idade entre 5 e 9 anos, além dos grupos prioritários.

Para o Ministério da Saúde, a baixa cobertura registrada até o período “acendeu um alerta”. A preocupação, segundo a pasta, é com a proximidade do inverno, período considerado de maior circulação do vírus da gripe.

Dentre as regiões, a Sudeste é a que teve a menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 70,9%. Em seguida, as regiões Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro Oeste (91,4%).

Ainda segundo o boletim do Ministério, as crianças de seis meses a cinco anos e as gestantes registram o menor índice de vacinação contra a gripe. Um dado preocupante devido a vulnerabilidades de ambos.

Já o público com maior cobertura é dos professores com 96,32%, seguido pelas puérperas, mulheres que deram à luz há pouco tempo, (94,78%).

Hoje, a vacina é distribuída gratuitamente para os seguintes grupos:

  • Professores da rede pública e privada;
  • Profissionais de saúde;
  • Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura);
  • Gestantes;
  • Mulheres com parto recente (com até 45 dias);
  • Idosos a partir de 60 anos;
  • Povos índigenas;
  • Portadores de doenças crônicas;
  • População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores).

O número de mortes relacionadas à gripe dobrou no país em relação aos seis primeiros meses do ano passado. De janeiro a junho deste ano, 2,7 mil pessoas foram identificadas com a doença e 446 morreram. Em 2017 eram 1,2 mil registros de influenza e 204 mortes.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. De acordo com o último boletim da pasta, a taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes. A média de idade entre a maioria das vítimas era de 52 anos.

Fonte: G1

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