Para driblar a seca que chegou às torneiras da Califórnia, nos EUA, o governador Jerry Brown buscou a solução na tecnologia. Usando máquinas de dessalinização, ele quer transformar a água do Oceano Pacífico em potável para abastecer as milhões de residências que estão desatendidas, apesar dos recorrentes planos de incentivo ao racionamento.
Algumas das plantas de dessalinização já estão em operação na costa californiana e uma ainda maior deve ser construída em Huntington Beach – esta deve ser a maior do ocidente, com capacidade de oferecer 189 milhões de litros de água potável por ano. Localizadas a cerca de meio quilômetro da praia, as estações sugam a água do mar, usam diversos filtros para remover a areia e a água passa por um processo de osmose inversa. Para cada 7,4 litros de água salgada que entram na máquina, 3,7 litros de água potável são obtidos.
Embora pareça uma solução inteligente e óbvia à primeira vista, a dessalinização da água tem impactos ambientais graves e tem sido alvo de duras críticas por lá – a começar que a energia que será utilizada para fazer essas plantas funcionarem não é nada limpa.
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