A tutora do animal, a funcionária pública Larissa Almeida, de 33 anos, diz que o cachorro passou mal devido ao susto provocado pelo barulho dos fogos e das bombas juninas. Ela conta que tomou cuidados, mas se surpreendeu com a quantidade e a intensidade dos fogos.
Larissa conta que decidiu assistir ao primeiro tempo na casa de uma tia, onde havia outros animais e menos barulho. Após o gol do Japão, voltou para casa com o cachorro. “Fiquei com raiva do gol do Japão e voltei para casa”, diz.
Pouco depois, enquanto preparava um chá, colocou Nick no chão, próximo à porta de casa, onde ele costumava ficar.
“Ele gostava muito do vento, de ficar na porta. Estava fazendo um chá na cozinha e ele na sala. Foi nesse momento o Brasil empatou. Soltaram fogos e ele se assustou muito”, lembra.
Após o barulho, Larissa foi ao encontro de Nick, que já começou a se tremer. “Foi tudo muito rápido, ele perdeu a coordenação, não ficava em pé, ficou se debatendo no chão e começou a convulsionar e se urinou. Nesse momento eu soube que ia perdê-lo”, relata.
A funcionária pública afirma que tentou reanimar o cachorro com massagem cardíaca e respiração boca a boca, mas ele não resistiu. “Foi desesperador, pensava na minha filha, que é muito apegada a ele. Que isso possa ajudar as pessoas a se conscientizarem. É muito triste”.
A médica veterinária Layza Guedes explica que o barulho intenso dos fogos pode provocar medo e estresse nos cães. Embora também possam afetar gatos, os estampidos costumam provocar reações mais frequentes em cães, independentemente da raça ou do porte.
“É possível que um animal saudável tenha uma convulsão por causa de fogos de artifício, mas não é comum. O barulho pode causar um nível muito alto de estresse e medo e, em alguns cães, isso pode desencadear uma convulsão”, explicou.
Segundo a veterinária, alguns animais podem ter predisposição para esse tipo de reação, mesmo sem um diagnóstico prévio.
Ela orienta que, em dias de festas juninas, Copa do Mundo ou outras ocasiões com fogos, os tutores mantenham os animais em ambientes protegidos.
“O ideal é manter o cão em um local seguro, longe de locais onde ele possa se machucar. Pode ser um quarto mais isolado, existem músicas que funcionam quase como uma terapia e ajuda no relaxamento”.
Caso o animal apresente tremores, convulsões ou qualquer alteração após um episódio de estresse intenso, a recomendação é procurar atendimento veterinário imediatamente.
O barulho e as luzes dos fogos de artifício podem causar medo, estresse e ansiedade em cães e gatos. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN), os animais têm audição e visão mais sensíveis que as dos seres humanos, o que faz com que percebam os estímulos de forma muito mais intensa.
Veja algumas orientações do CRMV-RN:
Fonte: G1RN
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