BYD É DO BRASIL –
Confesso que me surpreendi quando vi a propaganda acima, integrando comercial de televisão de fabricante de veículos da China. “BYD é do Brasil” é pretensão em demasia para quem se instalou “ontem” no nosso país.
Tal propaganda se adequaria a montadoras tradicionais como Ford e General Motors, aqui funcionando um século atrás, ou da Volkswagem, há sete décadas. A BYD ou “Build Your Dreams”, em português “Construa Seus Sonhos”, chegou ao Brasil em 2015, mas o primeiro veículo totalmente brasileiro somente saiu da fábrica em meados deste 2025.
O legado de falta de confiança em produtos de fabricação chinesa comercializados entre nós via contrabando ou outros meios de veiculação, ainda é muito forte. Porém, a percepção de os produtos chineses serem vistos como sinônimo de baixa qualidade está mudando.
Hoje, muitas dessas mercadorias são reconhecidas pelos bons atributos e inovações, especialmente, em áreas como eletrônica e alta tecnologia. Entretanto, ainda há casos de objetos insuficientes em durabilidade.
Voltando aos veículos. Os carros fabricados em países da Ásia Oriental, como Japão e Coréia do Sul, são muito conceituados no Brasil pela excelente qualidade e ótima assistência técnica oferecida ao comprador.
Eis algumas das marcas de veículos japoneses que o mundo todo respeita: Toyota, Honda, Mitsubishi, Mazda, Subaru e Nissan. Dentre as marcas da Coréia do Sul comercializadas no Brasil estão a Hyundai, Kia e GWM.
Enquanto o resto de mundo se adaptava para a nova tendência de energia limpa, eliminando os efeitos danosos do gás carbônico na atmosfera, o mercado para carros elétricos estava sem dono no Brasil. Nenhuma montadora aqui instalada quis se arriscar como pioneira na nova tendência.
A China com duas de suas marcas (BYD e ORA), aproveitando a inércia das concorrentes ocupou o espaço, sendo hoje a campeã de vendas da modalidade, contando com a megaestrutura de uma fábrica em Camaçari, Bahia, de onde sairão 12.500 veículos por dia.
A indústria chinesa adentrou em nosso país com uma política agressiva de preços competitivos, deixando os concorrentes em estado de alerta. Por um lado, é um procedimento salutar onde o maior beneficiado é o consumidor. Agora, espera-se que a assistência técnica esteja à altura da expectativa do adquirente do produto.
A corrida das demais montadoras para compensar o tempo perdido é enorme. Todo mês surge um novo modelo de carro elétrico ou híbrido. Daí a necessidade de prevalecer a cautela na escolha do veículo novo para não comprar “gato por lebre”.
Afirmar que “BYD é do Brasil”, entendo ser propaganda inadequada. O ideal seria substituindo o apelido BYD por CSS (Construa Seus Sonhos), em vez da alcunha em inglês com idêntico significado. Isso mesmo! Por que a frase em inglês? Será brega ou não tem mercado para uma marca com denominação em português?
É pomposo bradar “Build Your Dreams”, mas desinteressante tentar vender “Construa Seus Sonhos”? Será que a venda do produto está atrelada ao idioma inglês? Eu me recuso a servir de instrumento de propaganda para tal veículo. Se desejam cativar o consumidor, que comercializem um carro genuinamente brasileiro, afirmando: “CSS é do Brasil”.
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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