BURNOUT –
Fomos ao show de Diogo Almeida, um stand up sobre a vida do professor. Entre piadas, músicas e muitas gargalhadas, eu me questionava como uma profissão como essa está tão carregada de adoecimento.
Logo de cara uma pessoa na plateia conta que foi agredida por uma aluna. Pensei em quantos ali estavam passando pela mesma coisa. Sim, eram muitos professores assistindo ao espetáculo.
Um público sedento por ouvir suas dores transformadas em comicidade, como uma forma de pensar que tudo está bem.
Mas, não está!
Ao se falar sobre as pressões sofridas, salário achatado, a convivência com pais e alunos cada vez mais complexa, o uso de IA e a destruição dos pensamentos próprios, surge um nome: burnout!
Burnout destruindo as vidas. Burnout destruindo as esperanças. Burnout despedaçando sonhos. Burnout se tornando normal.
Normal?
Pode ser comum, normal jamais.
Em uma sociedade adoecida precisamos levantar essa pauta, onde os diagnósticos de depressão, estresse e burnout no trabalho não podem ser classificados como normais, mas como sinais de que algo muito errado está acontecendo nas relações trabalhistas, onde se vive para trabalhar e se trabalha para sobreviver…
Bárbara Seabra – Cirurgiã-dentista, Autora de “O diário de uma gordinha” e Escritora
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