BULA NÃO… –
A ciência, a medicina e a pedagogia estão sempre tentando encontrar maneiras de descobrir por que somos como somos. O que nos transforma, o que nos impulsiona ou desestimula, o que nos faz querer e buscar o que queremos e conseguimos.
Genética, situações subconscientes, reações esquecidas e imposições hierárquicas e socioeconômicas são fatores-chave para atingirmos a resposta, mas o principal está dentro de cada um. Como cada mente única reage de forma singular aos acontecimentos a ela impostos. Que fator interior serve como gatilho para que a mesma situação gere consequências diversas nos seres humanos.
A complexidade do cérebro impede que tantas questões sejam solucionadas num curto espaço de tempo, mas a análise dos fatos repetidos já tem provado, por si, o que geralmente não dá certo.
Crianças são páginas em branco ou, pelo menos, um livro com poucas páginas e, por carregarem uma bagagem emocional menor que a maioria dos adultos, por verem muitas coisas, de fato, pela primeira vez, é importante que saibamos direcionar os seus sentidos para o caminho que machuque menos e fortifique mais.
As pequenas mentes têm noção do que é fato e só conhecem a mentira através do que lhes ensinamos, seja o hábito de ouvi-las, seja o medo de ser verdadeiro. Elas não julgam e aceitam mudanças melhor do que nós o fazemos, e toda dificuldade, todo tabu, todo bloqueio foi posto naquele pensamento pueril por alguém que deveria enxertar coragem, segurança e confiança.
Dizem por aí que as crianças costumam ser malvadas umas com as outras, mas o fato é que elas apenas repetem os preconceitos que ouvem dentro de casa. Todo o sarcasmo, a ausência de bom humor, bondade e carinho são frutos apenas do que nós, os “supostos” orientadores, plantamos.
Agressões no lugar de conversas, desrespeito, desamor. Palavrões, grosserias, má vontade. Egoísmo, interesse, rancor e mágoa. Estas são as principais matérias da grade curricular dos pequenos. Enquanto nos tratamos assim, eles assimilam, estagiam suas técnicas durante a infância e tornam-se adultos que não correspondem ao que esperávamos, apesar de terem tirado dez em todas as lições recebidas.
O bullying, que, na minha opinião, é de onde vem o termo nordestino ‘bulir’, uma prática tão antiga e só agora investigada, é apenas um reflexo de nossas falhas como guias. O preconceito, a covardia e tantas outras características desmerecedoras de aplausos são lições que devemos nos abster de aprender ou de repassar, posto que, muito em breve, seremos nós os precursores e as próximas vítimas da ação delas e da nossa omissão.
Para criar um novo mundo, precisamos de novas atitudes para as mesmas pessoas. Precisamos melhorar intimamente e começar a passar as lições certas.
Ana Luíza Rabelo Spencer, advogada (rabelospencer@ymail.com)
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