Em meio a uma crise nacional devido à chegada em massa de haitianos ao Brasil, a Missão de Paz das Nações Unidas para a estabilização do país caribenho completa 10 anos sem uma data definida para ser encerrada. Em abril de 2004, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a criação da Minustah para tentar conter uma guerra civil promovida por gangues políticas no Haiti.
Por questões políticas e estratégicas, o Brasil assumiu o comando militar e já investiu mais de R$ 2 bilhões nesse trabalho, sendo que apenas 30% foi reembolsado pelas Nações Unidas.
Os números relacionados à violência indicam que o Haiti atingiu o status de um país pacífico, com índices melhores que o de algumas cidades brasileiras. As mortes violentas, por exemplo, não chegam a 30 por mês em todo o país.
“Os números são frágeis e podem se deteriorar rapidamente por uma falha institucional. Para a Missão sair daqui, precisamos ter certeza de que o governo do Haiti saberá conduzir os destinos do país”, avalia o comandante militar da Missão da ONU, general brasileiro José Luiz Jaborandy Junior.
Atualmente, 1.450 membros das Forças Armadas do Brasil trabalham no Haiti. Os contingentes se revezam a cada seis meses. Em 10 anos, 31.832 brasileiros já atuaram na Missão.
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