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Brasil gera 324 mil empregos formais em novembro, maior número em três meses, diz governo

O Brasil gerou 324.112 empregos com carteira assinada em novembro deste ano, informou o Ministério do Trabalho e da Previdência nesta quinta-feira (23). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ao todo, segundo o ministério, o país registrou em novembro 1.772.766 contratações e 1.448.654 demissões.

O resultado representa piora na comparação com novembro do ano passado, quando foram abertas 376.265 vagas formais.

Porém, foi o melhor resultado mensal desde agosto deste ano, quando foram criados 275.284 empregos com carteira assinada.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia no início do ano passado.

Setores

Os números do Caged de outubro de 2021 mostram que foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia.

Regiões do país

Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas as regiões do país no mês passado.

Parcial do ano

Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, foram criadas 2,992 milhões de vagas no acumulado dos onze primeiros meses deste ano.

No mesmo período ano passado, havia sido abertos 121,931 empregos com carteira assinada.

Ao final de novembro de 2021, o Brasil tinha saldo de 41,551 milhões de empregos com carteira assinada.

Isso representa aumento na comparação com janeiro deste ano (38,805 milhões de empregos) e, também, com novembro de 2020, quando o saldo estava em 38,716 milhões.

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.778,84 em novembro deste ano, o que representa queda real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de R$ 31,7 em relação a outubro de 2021 (R$ 1.810,54) e também na comparação com novembro do ano passado, quando somava R$ 1.866,43.

Caged x Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não inclui os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,6% no 3º trimestre, mas a falta de trabalho ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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