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Boeing 737-8 MAX da Air Canada sofre falha em turbina

Três aviões Boeing 737 Max são vistos do alto, estacionados no tarmac da fábrica da marca em Renton, Washington (EUA) — Foto: Lindsey Wasson/Reuters

Um Boing 737-8 MAX, da companhia aérea Air Canadá, sofreu uma falha de motor e obrigou a equipe a mudar de rota no último dia 22. O modelo é o mesmo que foi impedido de voar por autoridades certificadoras após dois acidentes na Indonésia e na Etiópia que mataram 346 pessoas em cinco meses em 2018 e 2019.

O avião abrigava apenas três tripulantes e voava na rota entre Arizona, nos Estados Unidos, e Montreal, no Canadá. Segundo nota da companhia aérea à agência Reuters, logo após a decolagem, os pilotos receberam aviso de falha no motor, que foi imediatamente desligado.

A tribulação decidiu desviar a rota para a cidade de Tucson, onde pousaram sem intercorrências. A Boieng não fez comentários à Reuters sobre o incidente.

A Boeing obteve no dia 18 de novembro a aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos para retomar os voos do 737-8 MAX após quase dois anos de suspensão. O chefe da FAA, Steve Dickson, assinou uma ordem suspendendo a proibição de voos e a agência divulgou uma diretriz de aeronavegabilidade detalhando as mudanças necessárias.

Em setembro deste ano, um painel do Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737-8 MAX foram resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA.

“Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA”, concluiu o relatório.

No dia 25 de novembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o retorno das operações das aeronaves 737-8 MAX no Brasil.

“Dentre as exigências de projeto está a determinação para a reconfiguração do sistema de controle de voo desse modelo de aeronave, a correção do roteamento do conjunto de cabos, revisões de procedimentos incorporados ao manual de voo e testes de recalibração dos sensores”, disse a agência em comunicado.

Apenas a Gol Linhas Aéreas possui aeronaves do modelo no país. De acordo com a companhia aérea, antes de reintegrar os aviões à sua frota, foram realizados treinamentos para 140 pilotos em conjunto com a Boeing, nos Estados Unidos, e uma “série rigorosa” de voos técnicos.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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