BARATEAMENTO DO CUSTO DO IPTU – Alcimar de Almeida Silva

BARATEAMENTO DO CUSTO DO IPTU –

Se não é possível deixar de cobrar o IPTU – Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana porque seria renúncia de receita com consequência para os Prefeitos Municipais e para a obtenção de transferências voluntárias da União e do Estado. Enquanto a sua cobrança de fato afeta mais diretamente a economia da população local, com forte impacto no custo de vida, há alternativa para equilibrar esses dois efeitos.

Qual seja a adoção dos princípios da progressividade e da seletividade do IPTU, o primeiro referindo-se à aplicação de alíquotas crescentes em razão do valor venal dos imóveis (terrenos e construções) também crescentes. E a segunda referindo-se à aplicação de alíquotas diferentes em razão da localização – centro, em região mais próxima ou mais distante do centro, por exemplo – e do uso do imóvel – residencial, comercial ou industrial, por exemplo.

Estas regras têm em vista não apenas a obtenção mais expressiva, como também fazer justiça fiscal. Pois que os proprietários, titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer título de imóveis de maiores valores, assim como de localização ou de uso de maior expressão econômica devem sofrer maior peso do que os de menores valores ou de localização ou de uso de menor expressão econômica. Assim procedendo, a administração municipal estará dando cumprimento ao principio de que trata o parágrafo primeiro do art. 145 da Constituição Federal, segundo o qual, sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.

Mediante o princípio da progressividade, por exemplo, os imóveis de valores venais de até 50 mil reais seriam tributados com a menor alíquota; os de valores venais acima de 50 mil reais e até 150 mil reais seriam tributados com alíquota intermediária; e os de valores venais acima de 150 mil reais seriam tributados com a maior alíquota, sem prejuízo de estabelecimento de outras faixas de valores venais e de alíquotas maiores ainda. Semelhantemente à tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física que observa o mesmo princípio. Podendo ainda em Municípios de médio e de grande porte haver aplicação de alíquotas diferenciadas em razão da localização e do uso dos imóveis.

 

 

Alcimar de Almeida Silva, Advogado, Economista, Consultor Fiscal e Tributário

Ponto de Vista

Recent Posts

Papa Leão XIV anuncia operação para retirar nódulo do pulmão em estágio ‘muito inicial’

O papa Leão XIV anunciou nesse domingo (11) que médicos detectaram um nódulo em estágio…

6 horas ago

Corredor Andes-Atlântico: o que se sabe sobre o ambicioso projeto dos EUA para acessar recursos estratégicos da Argentina (e competir com a China)

Em meio à intensa agenda da Assembleia Geral das Nações Unidas no fim de setembro,…

6 horas ago

Aeroportos da Arábia Saudita voltam a ser atacados; Houthis reivindicam ofensiva, que deixa 1 morto e 11 feridos

Novos ataques atingiram nesse domingo (11) dois aeroportos da Arábia Saudita, em meio à escalada…

6 horas ago

Motociclista morre após bater de frente com carro na BR-304, no RN

Um motociclista de 39 anos morreu após bater de frente, na manhã desse domingo (11)…

6 horas ago

Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista

Uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou nesse domingo…

6 horas ago

Bote fé com Maria reúne multidão de fiéis na Arena das Dunas em Natal

O evento Bote Fé Natal com Maria reuniu milhares de fiéis na Arena das Dunas,…

6 horas ago

This website uses cookies.