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Aula na Campus Party ensina língua dos elfos de ‘O senhor dos anéis’

Inglês? Espanhol? Mandarim? Esqueça. Na Campus Party, os jovens estão formando fila para aprender a falar a língua dos elfos, figuras mitológicas de orelhas pontudas, como Legolas, o arqueiro dos filmes e livros da série “O senhor dos anéis”. A procura foi tão alta que uma aula reuniu cerca de 200 alunos na quinta-feira (5), em um dos palcos do maior evento de cultura nerd do mundo.

O professor é Pedro Henrique Bernadinelli, de 20 anos. Nerd assumido, o estudante de física começou a estudar a língua ainda no Ensino Médio, após ler “Contos Inacabados”, um dos livros do escritor britânico J.R.Tolkien (1892-1973) sobre a Terra Média, região fictícia onde ocorrem suas histórias fantásticas.

Membro do Conselho Branco de São Paulo, um fã clube que reúne aficionados pela Saga do Anel, Bernadinelli também alimenta um site focado na língua dos elfos. Mas, para os que se empolgaram e acham que vão sair trocando mensagens pelo WhatsApp em idiomas “élficos”, ele avisa: “A gente não usa para conversar”, diz, acrescentando que os estudantes “não vão pegar fluência”. Segundo ele, a linguagem é mais usada para traduções de poemas, frases e até tatuagens. “Uma amiga minha usou para traduzir um salmo da Bíblia que ela tatuou”.

As línguas élficas foram criadas por Tolkien, que, além de dedicar sua vida a escrever livros como “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”, entre outros, foi filólogo e professor da Universidade de Oxford. Ele inventou outras línguas faladas por seus personagens. Além da dos elfos, a mais elaborada, há ainda a das figuras divinas Valar, com cerca de 20 palavras, e a dos Ents, as árvores anciãs guardiãs das florestas, que é uma adaptação de um dos idiomas élficos.

Tolkien, porém, não estabeleceu regras. Esse trabalho foi iniciado por seu filho, Christopher Tolkien, que as reuniu em três volumes, intitulados “History of Middle Earth” (História da Terra Média). Como a obra de Christopher foca mais no vocabulário do que na gramática, essa questão foi tratada por outro linguista, o norueguês Helge Kare Fauskange, no livro.

Das várias línguas élficas, a escolhida para ser ensinada aos campuseiros é o Quenya, dominada por Bernadinelli. A mais difundida, porém, é o Sindarin, porque é a falada por Legolas. Na telona, o Quenya é falada, por exemplo, por Galadriel, uma das governantes do reino dos elfos. Até a quarta-feira, as aulas, promovidas pela Wizard, reuniram 32 pessoas, capacidade máxima das mesas. A concorrência para as aulas foi grande e a organização resolveu fazer uma grande aula no palco Palco Sol.

Ponto de Vista

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