Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesse domingo (31) que a AstraZeneca deve entregar 40 milhões de doses de sua vacina anticovid-19 à União Europeia no primeiro trimestre, informaram as agências AFP e Reuters. O total conta com 9 milhões de doses adicionais, 30% a mais do que o esperado.
No Twitter, Von der Leyen afirmou que a entrega “começará uma semana antes do previsto” e que a empresa “também expandirá sua capacidade de fabricação na Europa”. A empresa havia sido criticada na UE por atrasos nos prazos iniciais.
A AstraZeneca, cujo imunizante foi autorizado pela UE na sexta-feira (29), havia anunciado que entregaria ao bloco 75% menos doses do que o inicialmente pedido para o primeiro trimestre. A empresa alegou uma “queda no desempenho” em uma fábrica europeia para justificar os atrasos.
A Comissão Europeia considerou a explicação “insatisfatória”, o que levou a instituição a solicitar uma inspeção – realizada na quinta-feira (28) – à fábrica em questão, localizada na Bélgica e administrada por um subcontratante do grupo.
Em entrevista a alguns meios de comunicação, o presidente da AstraZeneca, Pascal Soriot, garantiu, ainda, que a produção das fábricas localizadas no Reino Unido deve ser reservada aos ingleses.
Bruxelas criticou duramente este argumento, apontando que a utilização de fábricas britânicas para o fornecimento de vacinas na União Europeia “não é uma opção, é uma obrigação contratual”, segundo um responsável europeu. A AstraZeneca assinou um contrato com Bruxelas em agosto para a encomenda de um total de 400 milhões de doses. O documento foi publicado pela Comissão Europeia, mas sem vários parágrafos considerados “confidenciais”.
No domingo, a Alemanha ameaçou iniciar uma ação legal contra os laboratórios que não “respeitam suas obrigações” de entregar vacinas à UE.
A empresa “se comprometeu a empenhar todos os esforços possíveis para produzir 300 milhões de doses da vacina, sem lucrar ou registrar perdas”, diz o texto, que também menciona que a UE poderá solicitar 100 milhões de doses suplementares se desejar.
Fonte: G1
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