AS CHUVAS SEJAM BEM VINDAS –

As chuvas que começam a cair sejam muito bem vindas para aplacar este período de estiagem e de chuvas irregulares, nestes últimos seis anos, que esvaziou os reservatórios do Estado do Rio Grande do Norte, que diminuiu a produção da agricultura familiar e do agronegócio, que dizimou parte do rebanho bovino, com repercussões sociais e econômicas.

O abastecimento d’água para consumo humano em inúmeros Municípios foi afetado, obrigando as campanhas de abastecimento através de carros pipas, inclusive com a utilização do Exercito brasileiro para as populações com mais vulnerabilidade social, outros com qualidade duvidosa, mas, também, comercializada onerando sobremaneira as famílias do Estado potiguar.

As chuvas para agricultura familiar contribui em muito para a produção, e com um alcance relativa a segurança alimentar da população, principalmente no campo, aliviando a fome e suas mazelas, pois, que produz em terras recebidas em contratos agrários verbais, de uma a duas mil covas, dar apenas para a subsistência,  fruto do trabalho manual e rigoroso que envolve a unidade familiar.

Os reservatórios quase esgotados nas suas capacidades como mananciais d’água, a previsão da EMPARN, com as chuvas que deverão vir, atingirá uma quota de cinquenta por cento. Certamente vai minorar a situação da barragem Armando Ribeiro Gonçalves em Assú, o principal reservatório do Estado, que estava em situação crítica, com racionamento e monitorado, responsável por inúmeras adutoras.

A estiagem, finalmente, que chega ao seu fim, não foi fator de profundas mazelas sociais, como no passado, em virtude da rede de programas sociais desenvolvidos no semiárido, e se reconheça aos programas iniciados, ou melhor, executados em face dos governos Lula/Dilma, principalmente, o programa denominado um milhão de cisternas com sua capilaridade social.

A figura das famílias retirantes desapareceu como foi imortalizado na obra de Graciliano Ramos, denominada “Vidas Secas”, como também, os saques as feiras, bastante comum nos períodos de seca, foram completamente extintos, devendo ser os programas como o PRONAF, o garantia safra, o bancos de sementes, os cortes de terra entre outros, continuarem sendo executados pelo bem do supremo interesse público.

Assim as chuvas sejam bem vindas, de mansinho e permanente neste período de inverno, nada de cheias com transbordamentos, os reservatórios precisam de recuperação, a terra precisa ser molhada e das sementes da vida, a população do semiárido precisa de uma guarida, de tempo bom, de muita esperança para continuar a árdua  jornada da vida com todos os seus obstáculos, cantos e encantos.

 

Evandro de Oliveira Borges – Advogado

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1180 DÓLAR TURISMO: R$ 5,31580 EURO: R$ 5,8700 LIBRA: R$ 6,8430 PESO…

6 horas ago

Morre Paulo Roberto Teixeira, médico sanitarista que atuou na construção das políticas de combate ao HIV e à Aids no Brasil

Morreu aos 77 anos no sábado (19) Paulo Roberto Teixeira, médico sanitarista que teve participação…

7 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

1- Jânio Varjão alcançou um resultado histórico no Mundial de Corrida de Rua, em Copenhague,…

7 horas ago

Mega-Sena 3060 acumula, e prêmio vai a R$ 32 milhões

A Mega-Sena acumulou e nenhuma aposta acertou as seis dezenas para levar o prêmio de…

7 horas ago

Lei cria ‘Programa de Combate aos Haters’ nas escolas públicas e privadas do RN

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, na sexta-feira (18), a lei que cria…

7 horas ago

Prefeitura de Natal abre 400 vagas em cursos gratuitos de qualificação

A Prefeitura de Natal abre na próxima terça-feira (22) as inscrições para o 6º Ciclo…

7 horas ago

This website uses cookies.