DIA DAS CRIANÇAS –
Canta o poeta. “Eu daria tudo que tivesse pra voltar aos tempos de criança.” Que bom os tempos de criança, mas, minha neta me mostrou que cada face da vida tem sua beleza. Estava deitado no quarto quando ela entra e me pergunta.
– Vovô se o senhor pudesse voltar no tempo, quantos anos o senhor queria ter?
Não pensei duas vezes e respondi – dezoito.
– É vovô se o senhor tivesse dezoito anos, nem existia eu, a Júlia e o Matheus (meus netos).
– Verdade filhinha, vovô queria ter a idade que tem hoje.
Mas, assim como o amigo Dalton Melo, gosto muito de voltar ao passado, relembrar das coisas boas que vivi ou vivemos.
Quando criança, as nossas brincadeiras eram diferentes das brincadeiras das crianças de hoje. A gente chegava a criar e fazer os nossos brinquedos. Carrinhos com as latas de leite em pó, ou uma roda grande com uma haste para empurrar, carros de rolimã para descer nas calçadas, sentados, nas ladeiras das ruas, mão no bolso, mãos ao alto (renda-se) tica, bandeirinha, esconde-esconde, onde está o anel, tô quente tô frio, peladas nas ruas e nos quintais, guerras de baladeiras, carrinhos puxados com um barbante, andar de bicicleta sem capacete e tornozeleira.
Era diferente, passávamos nas casas, apertava as cigarras e saíamos correndo, barquinhos nos tanques da Praça Pedro Velho. As meninas? Brincavam também de quase todas e ainda de boneca e cantigas de rodas.
Era um tempo diferente, festinhas só até dez horas da noite, onze? Era exceção, raridade. Emissora de televisão só em Recife, aqui em Natal uma repetidora das emissor Jornal do Comércio (Rede Tupi) e depois a Rede Globo. As imagens eram em preto e branco. Tinha uma propaganda da Varig que eu ainda hoje acho muito bonita. “Estrelas das Américas no céu azul/ Iluminando de norte ao sul/ Mensagem de amor e Paz/ Nasceu Jesus/ Chegou natal/Papai Noel voando a jato pelo céu/ Trazendo um Natal de felicidades/ E um ano novo/Cheio de prosperidade. Varig, Varig, Varig.
Por falar no Natal, era época que se comia passas, castanhas do Pará, maçãs, uvas, peras, vinhos (melhores), e um peru assado no forno da padaria mais próxima das nossas casas. Remédios? Biotônico Fontoura, Emulsão de Scott, Pomada Minancora, Pílulas de Vida do Dr Rossi, Sonrisal, Regulador Xavier, Collyrio Moura Brasil, Melhoral, Cafiaspirina, Iodex e outros.
Existiam poucos carros particulares, por isso, aos domingos íamos passear nos carros da Praçada Avenida Rio Brancos cujos “chaffeurs” mais conhecidos eram: Manoel Henrique, Chico Lafayette, Guilhobel, Isaac. Tinha também a Praça Hillman, que eram de carros menores, da marca Hillman ou Austin, ficava na Rua Princesa Isabel
Aos domingos missa na Matriz (só tinham missas pela manhã), depois praia –Do meio, Forte, Areia Preta ou Miami. Redinha, Ponta Negra e Pirangi eram praias de veraneio, e só íamos nas férias escolares do final do ano.
Carnaval no Aero Clube e America, depois no ABC. Corso na Avenida Deodoro .
Bom gente, vamos ter que baixar a cortina, o tempo passou, ficaram as lembranças, belas lembranças. Resta-nos o conforto que fomos crianças e como cantava Chico Alves “Criança feliz, feliz a cantar”.
Guga Coelho Leal – Engenheiro e escritor
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