ARTIGO: Berilo de Castro

QUER MAIS?

O Brasil, assistiu finalmente na quarta-feira (31), a conclusão do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff.

Foi um longo período de obediência e cumprimento ao rito constitucional do processo. Momento político e jurídico histórico, conduzido, como manda a Constituição Federal, pelo Ministro chefe do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

O país literalmente  “parou” para acompanhar através da mídia, todo o longo curso do julgamento; estarrecido em determinados momentos, com muitos lances duros, ofensivos e agressivos entre os senhores senadores. Fatos degradantes e vergonhosos, sempre iniciados e provocados pelos líderes do PT; incompatíveis e indesejados para a nossa casa maior da República – o Congresso Nacional.

Depois de cumpridos todos os trâmites processuais, com amplo direito de defesa e de acusação de ambas as partes, a votação foi aberta. Expectativa grande e silêncio maior ainda. Todos de  olhos voltados para o placar eletrônico. A leitura final é feita: 61 votos a favor do impedimento e 20 votos contra. Momento de euforia e comemoração para os vitoriosos e revolta e destempero para os derrotados.

A Constituição Federal, no seu Artigo 52, é muito clara quando prevê a perda do mandato com inabilitação por oito anos para o exercício da função pública em caso de crime de responsabilidade. Fato puro, cristalino e incontestável.

Eis, que de repente, usando a palavra, o presidente do Senado, Renan Calheiros, encaminha aos senhores senadores o fatiamento  da votação, mudando de forma surpreendente a regra do jogo para beneficiar a presidente Dilma, já oficialmente derrotada. Manobra escusa e previamente arquitetada, que recebeu o apoio e o aval do Ministro Lewandowski e o cala consente do estranho e acomodado plenário.

A segunda votação foi realizada e a presidenta foi vitoriosa, passando a condição privilegiada de poder exercer funções  públicas  e de  se manter elegível.

Nadamos, nadamos e morremos nas palavras e no gesto do super investigado da Lava Jato, o senador Renan Calheiros, com sua “oportuna” frase (alagoana) – “Além de queda, coice” – traduzindo:  não podemos ferir e matar ao mesmo tempo a mesma pessoa com um só “golpe.”  Que pena!

Em artigo publicado na Folha de São Paulo (5), assinado por Gregório Duvivier, diz ele: “Uma presidenta democraticamente eleita é derrubada porque teria cometido um crime, mas não perde os direitos políticos porque afinal ela não cometeu crime nenhum.”

 Durma com um barulho desses!

 Quer mais?

Berilo de CastroMédico e Escritor

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9100 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1170 EURO: R$ 5,7510 LIBRA: R$ 6,6940 PESO…

10 horas ago

Desenrola 2.0: pessoas com salário de até R$ 8.105 poderão renegociar dívidas; saiba mais

O programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, lançado nessa…

10 horas ago

Morre terceira vítima do acidente aéreo com avião que bateu em prédio em BH

O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, morreu nessa segunda-feira (4), após não resistir aos ferimentos…

11 horas ago

Alckmin espera diálogo e “boa química” em encontro entre Lula e Trump

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nessa segunda-feira (4), na capital paulista, que espera…

11 horas ago

Reservatórios ultrapassam 50% da capacidade total no RN; veja quais atingiram 100%

Os mananciais ultrapassaram 50% da capacidade total de reserva hídrica do Rio Grande do Norte. O dado…

11 horas ago

Entenda o novo Desenrola Brasil, lançado hoje pelo governo federal

O governo federal lançou nessa segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar…

11 horas ago

This website uses cookies.