A PRAÇA PADRE JOÃO MARIA –
Recentemente, fui ao Centro da Cidade para fazer uma visita ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte ( IHGRN), do qual fui honrosamente convidado para compor o seu quadro de sócios efetivos.
Estacionei o carro na rua Vigário Bartolomeu, em um estacionamento privado. Na verdade, não existe mais local de estacionamento público em Natal. Parece até que a cidade encolheu e, sem sombra de dúvidas, os veículos aumentaram em proporções nunca vistas. Deixa pra lá! É o crescimento urbano já esperado. São os tempos modernos.
Sou avisado pelo funcionário do estacionamento para ter cuidado com o celular e a carteira de dinheiro. OK! Tomei os devidos cuidados.
Caminho lentamente em direção à Praça Padre João Maria. Vejo e relembro de anos passados a casa dos Procópio : Jario, Kerubino e Manoel Filho. Paro um pouco em frente do Mercado São Cristovão, do meu grande amigo, meu diretor de futebol, da época de ouro do Alecrim FC- 1963/1964, João Bastos Santana – Seu Basto. Sinto saudades! Chego à esquina e me defronto com o Banco do Nordeste e recordo dois grandes amigos que trabalharam lá: Jorge Alberto Motta e o meu contador Lourival (em memória). As calçadas todas semi- destruídas, muito lixo nas redondezas e,ao seu redor, alguns sem tetos e sem nada, ainda deitados em bancos semi-destruídos, e alguns no chão quente.
Percorro um pouco mais e observo o prédio onde funcionou ou funciona ainda a Irmandade do Passos que, em seu primeiro andar, foi sede de um dos primeiros cursinhos de pré vestibular da cidade, o do professor/farmacêutico Luís Herculano, com sua bem dotada e eloquente voz, que chegava a chamar à atenção daqueles que circulassem pela praça.
Ainda na lenta caminhada me deparo com algumas barracas ( se podem ser chamadas de barracas, pela grande pobreza e abandono com que se encontram) sendo consumidas dia a dia pelos famintos cupins. Triste, muito triste, observar tudo aquilo abandonado e em ruínas .
Procuro por um artesão por nome de Aderbal, lateral esquerdo que jogou comigo no Alecrim FC nos anos de 1960. Lamentavelmente, fui informado da sua morte por Dengue há três meses. Rezei por ele.
Caminhei um pouco mais e cheguei à sede provisória do IHGRN, um pouco atrasado, e não encontrei os meus amigos Odúlio Botelho e Augusto Coelho Leal – o Guga- , tinham saída há pouco tempo.
Imaginei: será que esse pedaço de terra tão pequeno e tão abençoado pelo Padre João Maria, vem sofrendo essa destruição e esse abandono por tanto tempo, sem nunca ter sido visto pelas autoridades municipais, pelos nossos representantes na Câmara Municipal? Não posso acreditar! Fico indignado e perplexo diante de tanta falta de amor à Cidade. Será que o Prefeito nunca foi informado da triste degradação que vem passando aquele pequeno espaço santificado? Será? Será que o seu Secretário de Urbanismo nunca passou pela Praça?
Deixo aqui um apelo às autoridades municipais: Não deixem a praça Padre João Maria no abandono total, como se encontra hoje. Aquele pequeno recanto sagrado é parte rica da nossa cidade que não pode e não deve ser destruída, nem entrar no esquecimento da nossa história.
Berilo de Castro – Escritor
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