ARTIGO: Ana Luiza Rabelo

UM POUCO SOBRE AMOR –

Amor é uma coisa bem engraçada e difícil de entender. De acordo com o dicionário, amor é um substantivo masculino abstrato. Só aí já diz muito e não diz nada. Substantivo para quem, como eu, não lembrava a definição é: “Classe de palavras com que se atribui nome aos seres, ações, objetos, características, sentimentos, estados”.

Ou seja, substantivo é o que dá nome à maior parte das palavras que usamos e abstrato é “que não é concreto (real ou verdadeiro); que é resultado do processo intelectual de abstração; que só pode existir no pensamento (ideia). ”

Essa foi a parte fácil. Agora, vamos contar como é a parte onde nós, os sujeitos da história, colocamos em prática esse amor.

Amor, de acordo com o apóstolo Paulo em sua primeira epístola aos Coríntios, “é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. ” (1 Coríntios 13:4-7).

E para nós, pessoas comuns, humanos simples, repletos de falhas, de desconhecimentos, de medos, como seria esse tal de amor?

Na minha abissal ignorância, amor é pelo menos um muito de parceria, de lealdade, de respeito.

E cada um desses atributos não é nem um pouco fácil de seguir. Mas cada passo intencional nos leva a um ponto mais próximo, nos encaminha à verdadeira compreensão e conseguinte felicidade.

Não é um salto, é uma decisão ponderada do modo como devemos ser e de como devemos tratar o outro. São passinhos de formiga, lições de ABC, ouvidos focados em uma única nota.

Cada pequeno milímetro avançado é uma vitória digna de láureas.

E, ainda assim acertando, nós erramos. Pois não é o dicionário, a gramática ou uma obra celestial que nos leva ao sucesso.

O sucesso é perder um pouco aqui e ganhar menos lá na frente. É sorrir e abraçar quando as entranhas se retorcem e pedem choro. Amar é olhar e agir da forma exata que gostaríamos de receber, sabendo, ao mesmo tempo, que nenhum ser ama igual e que, mesmo que em meu interior eu deseje receber o amor de uma forma do outro, essa maneira pode até não ser tão valiosa.

O amor é uma dádiva. Se você tem, se esforce para manter; se não tem, se esforce mais na procura. Não há garantias, mas, repito, deve haver lealdade, parceria, cumplicidade, respeito e muito, muito afeto. E isso também não é uma fórmula.

Saia da sua zona de conforto e procure a maneira que seja mais possível conseguir, nem que seja de longe, enxergar o que te faz sentir assim!

Ana Luíza Rabelo Spencer – Advogada – (rabelospencer@ymail.com)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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