ARTE E PSICOLOGIA NO RECANTO CULTURAL: OFICINAS QUE INSPIRAM E TRANSFORMAM – Gilvania Guedes Teixeira Véras

 

ARTE E PSICOLOGIA NO RECANTO CULTURAL: OFICINAS QUE INSPIRAM E TRANSFORMAM –

Desde 1999, a Casa Durval Paiva realiza o Recanto Cultural, um projeto que combina arte e psicologia para transformar a vida das crianças acolhidas. A cada mês, um artista voluntário é convidado a oferecer oficinas de técnicas como pintura, desenho, fotografia e contação de histórias. Sob a coordenação do Setor de Psicologia, essas atividades se tornam ferramentas poderosas para a expressão, o desenvolvimento emocional e a ressignificação das vivências das crianças e adolescentes atendidos. Estudos indicam que a arteterapia pode promover a saúde mental, facilitando a expressão de sentimentos e a elaboração de experiências difíceis (JANSEN et al., 2021).

A participação da psicologia é essencial, garantindo que cada oficina seja conduzida com sensibilidade, respeitando as particularidades emocionais das crianças. Ao integrar a arte como ferramenta terapêutica, o projeto promove a conexão entre o universo simbólico e a vivência concreta, permitindo que as crianças expressem sentimentos que muitas vezes não conseguem verbalizar.

A arteterapia tem sido utilizada em contextos hospitalares pediátricos, auxiliando no manejo da dor e no bem-estar emocional das crianças (VIEIRA et al., 2018). As oficinas são conduzidas por artistas voluntários com habilidades técnicas diversas e proporcionam um aprendizado inclusivo. As crianças exploram diferentes linguagens artísticas, superando desafios, se conectando com o grupo e desenvolvendo habilidades sociais. Esses encontros

coletivos também fortalecem o senso de pertencimento e colaboram para o desenvolvimento integral dos participantes. A confecção de bonecos de pano, por exemplo, tem se mostrado uma atividade integradora em contextos terapêuticos infantis, promovendo a saúde e o desenvolvimento emocional, conforme Camargo et al. (2018).

O impacto do Recanto Cultural é visível ao longo dos anos, tanto pelas obras que enfeitam as paredes de toda a Casa, como pela diferença invisível que permanece nas memórias dos participantes. Para as crianças, as oficinas são momentos muito esperados, e para as famílias, o projeto se torna mais um ponto de apoio. A iniciativa demonstra como o cuidado emocional e o desenvolvimento cultural podem andar juntos, criando um modelo de intervenção que pode, inclusive, inspirar projetos semelhantes.

 

 

 

 

Gilvania Guedes Teixeira Véras – Psicóloga da Casa Durval Paiva, CRP: 17/4268

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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