O próximo presidente do Uruguai será conhecido apenas entre quinta ou sexta-feira, informou a Corte Eleitoral. Com 100% das urnas apuradas à 1h27 deste domingo (24), o candidato de oposição Luis Lacalle Pou aparece com 48,7% dos votos válidos contra 47,5% do governista Daniel Martínez.
O jornal “El Observador” afirma que Lacalle Pou será o presidente depois de uma noite de resultados apertados, mas lembra que Martinez não reconheceu a derrota, e o próprio Lacalle preferiu esperar os números finais dos chamados “votos observados”.
Esses votos são de pessoas que votaram fora de suas zonas eleitorais, de idosos e de eleitores com necessidades especiais, e que dependem de checagem especial. É uma etapa mais longa da apuração, porque uma série de dados dos votantes são conferidos.
Até o dia do segundo turno das eleições presidenciais do Uruguai, as pesquisas indicavam vitória confortável de Lacalle Pou, do Partido Nacional, de oposição. Porém, as projeções de boca de urna divulgadas logo após o término da votação já indicavam que o resultado seria parelho — com vantagem apertada para o candidato liberal-conservador.
Martínez venceu o primeiro turno das eleições no Uruguai. No entanto, os candidatos derrotados que obtiveram votação relevante anunciaram apoio a Lacalle Pou, o que indicava a interrupção de um ciclo de 15 anos de governo da Frente Ampla, coalizão de esquerda do atual presidente, Tabaré Vazquez.
Candidato da situação e ex-prefeito de Montevidéu, Martínez não é visto pela principal coalizão de esquerda como um grande líder tal qual Vázquez e o ex-presidente José “Pepe” Mujica. O desafio a ele aumenta porque, se eleito, ele terá de lidar com cisões dentro da própria Frente Ampla e com um Congresso bastante fragmentado.
Engenheiro de 62 anos, Martínez tem uma visão de economia mais pró-mercado do que outros companheiros de partido. Além disso, ainda em abril, ele reconheceu a necessidade de reforçar a segurança com instalação de câmeras de vigilância e fortalecer a polícia comunitária.
O advogado de 46 anos é a principal aposta da direita uruguaia para retornar ao poder após 15 anos de governos da Frente Ampla. O candidato propõe reequilibrar as contas públicas – o site oficial de campanha acusa o atual governo de acumular dívidas e permitir falência de empresas com capital estatal, como a companhia aérea Pluna, que fechou as operações em 2012.
Fonte: G1
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