O juiz Ricardo Procópio Bandeira de Melo, titular da 3ª Vara Criminal de Natal, negou pedido de revogação e manteve a prisão do ex-servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva, acusado de tentar matar, a tiros, três promotores de Justiça do Rio Grande do Norte. O crime aconteceu em março deste ano na sede do Ministério Público Estadual.
Na ocasião, foram baleados o então procurador-geral adjunto de Justiça, Jovino Pereira Sobrinho, e o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra. Rinaldo Reis, que era o procurador-geral, também foi alvo de disparos, mas Guilherme errou o tiro.
Ao decidir manter o ex-servidor preso, Ricardo Procópio levou em consideração o fato de que Guilherme ainda representa risco à ordem pública diante da possibilidade de ele voltar a investir contra a vida das vítimas. “A colocação do requerente em liberdade, no momento presente, em que se tem por indefinida a avaliação de sua capacidade mental, informando-se que o transtorno alegado pela Defesa persiste, reafirmaria o risco à ordem pública diante da possibilidade de nova investida do acusado contra as vítimas”, escreveu o juiz.
Antes de negar liberdade ex-servidor, o magistrado já havia rejeitado, em agosto, pedido da defesa para que Guilherme ficasse em prisão domiciliar.
O juiz ainda aguarda uma nova avaliação psicológica do acusado, que deve permanecer detido na Unidade Psiquiátrica de Custódia e Tratamento, mais conhecida como Hospital de Custódia de Natal.
Em julgamento realizado em junho pelo Conselho Nacional do Ministério Público, foi considerado que Guilherme Wanderley é mentalmente capaz e que tinha total consciência do que estava fazendo quando invadiu a sala de reuniões do MP e atirou nos promotores. O entendimento, inclusive, embasou o pedido de demissão do acusado, que foi concretizada em agosto.
Guilherme Wanderley, de 44 anos, trabalhava no MP há 20 anos. Por volta das 11h da sexta-feira, 24 de março, ele invadiu uma reunião onde estava o procurador-geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis. Ele chegou a atirar contra Rinaldo, mas errou. No entanto, conseguiu acertar o promotor público Wendell Beetoven nas costas e dois tiros no procurador-geral adjunto, Jovino Sobrinho.
O atirador estava sendo procurado pela polícia e se apresentou no final da manhã do sábado (25). Depois disso, ficou preso por força de um mandado de prisão preventiva e foi levado para o Centro de Detenção Provisória da Ribeira.
No dia do crime, o servidor já tinha escrito uma carta. Ela a deixou sobre a mesa da sala da reunião. O tom das duas cartas é diferente. Na primeira, o autor justifica suas ações, dizendo frases como “para algumas ações, haverá sim reação” e “quem planta… colhe”.
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