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Após caso Backer, Polícia Civil adquire aparelho de R$ 1 milhão para detectar bebidas adulteradas

O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais adquiriu um equipamento capaz de verificar a adulteração de bebidas. Avaliado em mais de R$ 1 milhão, o aparelho foi comprado com recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério Público de Minas Gerais, e já está em funcionamento.

A destinação de recursos para o analisador de bebidas foi aprovada após a contaminação da cerveja Belorizontina, da Backer, com dietilenoglicol, que deixou dez pessoas mortas.

Segundo a perita criminal da seção técnica de física e química legal do Instituto de Criminalística, Renata Fontes, durante as investigações do caso Backer, a equipe da Polícia Civil de Minas precisou ir a Brasília para usar o equipamento da corporação do Distrito Federal.

As investigações concluíram que o dietilenoglicol foi usado indevidamente e que houve vazamento do produto para as cervejas, dentro da fábrica.

O analisador de bebidas permite verificar se a embalagem da bebida está íntegra, por meio da análise da carbonatação e da pressão da rolha, ou se foi violada. Também possibilita verificar se há adulteração em bebidas alcoólicas destiladas ou fermentadas e não alcoólicas gaseificadas.

Segundo Renata, com a aquisição do aparelho, a expectativa é que as demandas enviadas para o Instituto de Criminalística aumentem.

Os peritos trabalham em casos criminais e podem usar o equipamento, por exemplo, em investigações que apuram falsificação e adulteração de bebidas para venda e em suspeitas de envenenamento.

Caso Backer

A contaminação nas cervejas da Backer veio à tona em janeiro de 2020, quando a Polícia Civil começou a investigar a internação de vários consumidores com sintomas de intoxicação após tomarem a cerveja Belorizontina.

Dez pessoas morreram e outras tiveram problemas nos rins e sequelas como cegueira e paralisação facial.

A Polícia Civil indiciou 11 pessoas ligadas à cervejaria, por crimes como lesão corporal, contaminação de produto alimentício e homicídio. Todas as 11 foram denunciadas pelo Ministério Público, inclusive os sócios-proprietários da Backer.

Fonte: G1
Ponto de Vista

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