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Aos gritos de ‘sobe, sobe’, Galo gigante é erguido no Recife e volta a reinar após dois anos sem carnaval

Após dois anos sem carnaval por causa da pandemia da Covid-19, o Galo gigante, símbolo da festa em Pernambuco, voltou a reinar na Ponte Duarte Coelho, no Centro do Recife. A alegoria gigante foi erguida por volta das 22h desta quinta-feira (16), aos gritos de “sobe, sobe” e “Galo, eu te amo” das pessoas que presenciaram esse momento tradicional da folia.

Fazendo história, a alegoria ficou pronta mais cedo neste ano. Ao todo, 58 peças formam a estrutura de 28 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares. Neste ano, a alegoria, assinada por Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, homenageia os povos pretos e pardos.

A técnica em informática Livânia Rodrigues ajoelhou aos pés da majestade e rezou agradecendo pela volta do carnaval.
“Eu tava agradecendo a Deus por ter passado por essa pandemia. Foi terrível. Dois anos sem ter carnaval, eu amo o Carnaval. Estou sem palavras, ele tá lindo, mais bonito que em outros anos”, contou Livânia.
A subida do Galo virou um evento. A designer de sobrancelhas e maquiadora Aline Sales saiu do trabalho, se arrumou e veio conferir a atração. “Estava trabalhando, mas fui em casa e corri para cá. É a primeira vez que vejo a cerimônia de subida do Galo. Eu estou muito animada para o carnaval”, disse.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), declarou que essa noite vai entrar para a história e será uma prévia do carnaval nos próximos anos.

“Já vamos anunciar, no ano que vem, vamos fazer um evento da subida do Galo. Hoje foi muito natural. Nosso carnaval é assim. Em plena quinta-feira à noite, aqui cheio. Isso mostra a ansiedade das pessoas”, afirmou o prefeito.

Antes da subida

Historicamente, a quinta pré-carnaval na capital pernambucana é dedicada às agremiações de matrizes africanas.

Para marcar a subida do “Galo Preto Ancestral”, houve apresentação do bloco Afro Daruê Malungo, grupo considerado pioneiro na preservação da cultura de matriz africana e berço de inspiração para artistas como Chico Science e Nação Zumbi, expoentes do movimento Manguebeat.

O Galo gigante dá o recado para o carnaval deste ano e para todos os dias do ano: “Recife Sem Racismo”. Na base da escultura, pode-se encontrar um QR Code que leva a uma plataforma da prefeitura em que qualquer pessoa pode denunciar casos de preconceito racial.

Tumaraca no Marco Zero

Antes de o Galo gigante ficar de pé na Ponte Duarte Coelho, as ruas do Bairro do Recife receberam a cerimônia do Ubuntu, que realiza uma lavagem com ervas como preparação para o carnaval.

O público que esteve presente também testemunhou a Tumaraca – Encontro das Nações. O espetáculo reuniu 700 batuqueiros de 13 maracatus, que homenagearam os 30 anos do Manguebeat.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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