A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu ontem (14), em entrevista à televisão pública do país, a implementação de uma regulamentação europeia para proteger melhor os dados privados dos cidadãos disponíveis na internet. Merkel defende que “as empresas da internet, o Facebook, o Google, e outras, sejam obrigadas a indicar nos países europeus a quem transmitem os dados” dos seus usuários. Essa medida, disse, deveria “fazer parte de um acordo europeu sobre a proteção de dados”.
Na entrevista ao canal público alemão ARD, Angela Merkel destacou os resultados da viagem a Washington, na semana passada, do ministro do Interior alemão, Hans-Peter Friedrich, para obter esclarecimentos do governo norte-americano após a revelação da existência de um programa mundial de vigilância de comunicações eletrônicas pelos Estados Unidos.
“Foi dito claramente ao ministro do Interior que não havia espionagem industrial visando empresas alemãs”, disse Angela Merkel, acrescentando que a Alemanha está disponível para trabalhar “em conjunto [com os Estados Unidos] contra o terrorismo, mas é preciso garantir, por outro lado, a proteção de dados dos cidadãos”. A dois meses das eleições legislativas na Alemanha, a oposição acusa Merkel de ter conhecimento de espionagem contra cidadãos alemães.
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