De todas as riquezas que o Brasil produz, 36% vão para os cofres das administrações municipais, estaduais e federal a título de tributos e impostos. A alta carga tributária compromete fortemente a competitividade e produtividade do País, dizem unânimes, empresários que participaram de seminário na Amcham-São Paulo nesta última quinta-feira (20/09).
O debate no evento buscou responder à questão de “o que o Brasil deve fazer já para crescer 5% pelas próximas duas décadas?”. No âmbito da tributação, foi tratada como urgente a racionalização – e a diminuição – da carga tributária sobre insumos industriais como energia, sobre o maquinário da produção e bens de consumo, sobre a folha de pagamento dos funcionários e também sobre a atividade de inovação.
Para a empresária Luiza Helena Trajano, presidente da rede varejista Magazine Luiza, aliviar a carga tributária é fundamental para o País crescer. “Não dá para pensarmos que os países que estão em crise não vão se recuperar. Quando eles saírem da crise, vão ter juros e custos baixos e produtividade alta”, afirma. “Se não nos ajudarmos, não haverá reformas.”
Ela prega que o empresariado se una por bandeiras comuns e benéficas ao setor privado como um todo para conseguir a aprovação no governo. “Não dá para ficar cada um olhando para o seu quintal.”
Fonte: Câmara Americana de Comércio
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