A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um processo na 11ª Vara Federal de Curitiba contra a construtora Camargo Corrêa e mais empresas por improbidade administrativa. Além das empresas, executivos, incluindo o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também foram acionadas.
O processo trata dos casos de corrupção envolvendo a Camargo Corrêa em contratos firmados com a Petrobras e descobertos na Operação Lava Jato. Segundo a petição inicial feita pela AGU, as fraudes causaram prejuízo total de R$ 1.286.153.935,95.
Além de pedir o ressarcimento dessa quantia, a AGU quer multa de três vezes esse valor. Caso sejam condenados, os envolvidos terão que arcar com cerca de R$ 5,1 bilhões para ressarcir aos cofres públicos. Além da Camargo Corrêa, são alvos da ação as empresas Sanko Sider, Sanko Serviços de Pesquisa e Mapeamento, Promon Engenharia, MPE Montagens e Projetos Especiais, e Worley Parsons Engenharia.
A AGU acionou também os executivos João Ricardo Auler, Eduardo Hermelino Leite e Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa; Márcio Andrade Bonilho, da Sanko Side; e os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque e o ex-gerente Pedro Barusco, todos da Petrobras.
Diferentemente dos processos da esfera criminal envolvendo a Operação Lava Jato, essa ação de improbidade tem caráter cível, ou seja, não está nas mãos do juiz Sérgio Moro. Quem deve acompanhar o caso é a juíza federal Sílvia Regina Salau Brollo, titular da 11ª Vara Federal.
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