A Aeronáutica criará uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA), que controlará “todos os tipos de tráfego aéreo suspeito ilícito. O decreto foi assinado nesta segunda-feira (30) e publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (31).
Nos casos em que forem constatadas atividades ilícitas, a Polícia Federal, o Ibama e os demais órgãos da administração pública federal poderão atuar como polícia administrativa. Uma das competências desses órgãos será neutralizar aeronaves e equipamentos relacionados com a mineração ilegal no território Yanomami.
O acesso de pessoas ao território Yanomami também consta no decreto. “Acesso de pessoas ao território Yanomami ocorrerá de acordo com o disposto em ato conjunto editado pelo Ministro de Estado da Saúde e pelo Ministro de Estado dos Povos Indígenas, com vistas à prevenção e à redução do risco de transmissão de doenças e de outros agravos.”
O decreto também determina que a Força Nacional de Segurança (FNS) pode atuar para proteger equipes de saúde e de assistência no território Yanomami.
Ao Ministério da Defesa caberá fornecer dados de inteligência e transporte aéreo logístico das equipes da PF, Ibama, e outros órgãos federais atuando na região.
16.jan: Ministério da Saúde envia missão à Terra Yanomami para fazer diagnóstico
20.jan: Ministério da Saúde decreta emergência de saúde pública em território Yanomami
20.jan: Lula decreta criação de Comitê de Coordenação Nacional
21.jan: Lula visita território Yanomami
21.jan: Lula diz que vai acabar com garimpo ilegal, mas não detalha
21.jan: Ministro da Justiça determina inquérito para apurar genocídio e crimes ambientais na Terra Yanomami
22.jan: MS abre inscrições para atuação de profissionais da saúde no território
23.jan: PF investigará se houve omissão de agentes públicos
O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que a Polícia Federal começaria a investigar se houve omissão de agentes públicos, levando à crise humanitária na Terra Indígena Yanomami. Ministro diz que há indícios de que agentes públicos em todos os escalões tinham conhecimento da crise, mas nada fizeram para solucioná-la.
23.jan: MPF diz que crise se deve à omissão durante governo Bolsonaro
Uma portaria, também publicada nesta terça-feira (31), prroga por 60 dias a atuação da Força Nacional no território indígena Pirititi, em Roraima.
Os agentes de segurança da FNSP atuarão em apoio à Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) ” nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”.
O território indígena Pirititi tem a presença de indígenas isolados e fica na área da cidade de Rorainópolis, a cerca de 260 quilômetros de distância da capital do estado, Boa Vista.
A região tem restrição de circulação de não indígenas. Com a medida, apenas os funcionários do quadro da Funai poderão ingressar, locomover-se e permanecer na região.
A interdição foi aprovada em novembro de 2022 após um acordo entre o Ministério Público Federal e a Funai. O território vem sendo interditado desde 2012 após a Funai identificar um grupo isolado de indígenas Pirititi, segundo o portal Terras Indígenas no Brasil, do ISA (Instituto Socioambiental).
Além disso, a Funai informou que vai concluir os relatórios de identificação e delimitação da terra indígena até fevereiro de 2025. O MPF já havia ingressado com uma ação que pedia a demarcação o mais rápido possível.
As primeiras interdições no território Pirititi tinham validade de três anos, porém, em 2021, sob governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as interdições caíram para seis meses.
Os Pirititi são ameaçados por garimpeiros, colonos e madeireiros que, ainda de acordo com o ISA, por terem conhecimento dos prazos de interdição, aguardam o vencimento da portaria para invadir a área.
Fonte: G1
Cerca de 100 crianças e adolescentes do assentamento Luiz Beltrame, localizado no conjunto Parque dos…
Os interessados em uma bolsa de estudos pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) já podem…
Uma jovem de 22 anos foi morta com um tiro no pescoço na frente da…
O Olheiro de Pureza, principal ponto turístico da cidade localizada a cerca de 65 km de Natal, foi temporariamente…
As organizações não governamentais (ONGs) Instituto Dom Phillips, a Artigo 19 e a Repórteres Sem Fronteiras…
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública (DPERN) ajuizaram…
This website uses cookies.