A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação integrada com a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal, deflagrou nessa terça-feira (16) a Operação Narke. O objetivo é desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão.
Entre os investigados presos está um advogado. As prisões ocorreram nas cidades de Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte; Curitiba, no Paraná; e Florianópolis, em Santa Catarina. Quatro das nove prisões foram realizadas fora do estado potiguar. Mandados também foram cumpridos em unidades prisionais.
A Justiça determinou ainda o bloqueio e o sequestro de bens, direitos e valores dos investigados até o limite de R$ 8.800.730,52. A medida atinge ativos financeiros, veículos, embarcações e armas de fogo, com o objetivo de garantir a reparação de danos e o confisco dos lucros obtidos com o crime.
A investigação começou após a apreensão de cerca de 111 quilos de cocaína em uma empresa de marmoraria em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A droga estava escondida em compartimentos preparados dentro de chapas de granito, o que, segundo a polícia, evidenciou a alta sofisticação logística do grupo.
O aprofundamento do caso revelou uma estrutura criminosa voltada ao tráfico em larga escala. Os suspeitos utilizavam uma empresa formalmente constituída para dar aparência legal às atividades ilícitas. A organização possuía divisão de tarefas, atuação financeira coordenada e contratava serviços especializados para adaptar materiais usados na ocultação dos entorpecentes.
A Operação Narke faz parte de uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizada em conjunto com as polícias civis e militares dos 27 estados. O foco principal é combater o narcotráfico e descapitalizar o crime organizado.
A ação desta terça-feira contou com o apoio das polícias civis do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, além da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear o destino nacional e internacional das drogas. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 181.
Fonte: G1RN
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