ADENSAMENTO POPULACIONAL – Luiz Serra

ADENSAMENTO POPULACIONAL –
Quando uma diretriz politico-administrativa usa a intenção política para redimensionar o adensamento populacional de um núcleo citadino, podem ter certeza: quase sempre todos perderão alguma parcela do bem-estar anterior. Tanto locais com certa autonomia quanto a cidade-núcleo irão padecer, no mínimo, de certeiros engarrafamentos em suas vias principais. Como normalmente os citadinos e visitantes usam os ares para sair ou chegar no Aeroporto, os mortais munícipes precisam se deslocar por terra, e é aí o começo do suplício. O tempo dos compromissos encarece ou leva a novas situações que pode fazer mesmo aumentar risco de morte. Se há um acidentado, ou doente grave a ser transportado com urgência ao hospital estabelece-se a dúvida: a ambulância vai demorar, ou será melhor utilizar qualquer veículo disponível, pois então o fator vital é o tempo, em que pese a falta de equipamentos médicos preponderantes nestes casos, como os obrigatórios em viatura de pronto Socorro. Esta é apenas uma exemplificação, diante das dificuldades manifestadas como saldo de um adensamento urbano.
Mais a refletir. Antes de dar uma canetada no projeto de adensar o solo urbano, é preciso investir nos trajetos que serão percorridos em direção a centros hospitalares em novo perfil citadino, ou se terá tão-somente o fenômeno da conurbação. Emaranhar densas áreas não quer dizer que melhorará a vida para os mais distantes do centro, exemplo disso está em Brasília e no Rio de Janeiro. Misturar extensões de solo urbano imiscuindo áreas residenciais em terrenos de previsão comercial, ou de lazer, lato senso, é adensar regiões com projetos com pouco efeito social. Neste caso tende a piora das estatísticas na qualidade de vida, com factível atraso de providências, na demora de investimentos na edificação de órgãos públicos descentralizados e que se quer eficientes.
No caso específico de Natal, as autoridades pensantes não devem esquecer que existem dois segmentos populacionais, em tese, que devem ser atendidos pela contrapartida dos impostos: o conglomerado fixo, os moradores, e os flutuantes compostos pelos turistas. Neste ultimo caso, pode-se ter limitada a frequência de arrecadação se tais obstáculos, que nos referimos, tomem proporções visíveis e sentidas por aqueles que precisem percorrem as vias da cidade. Também por aqueles que admiram a capital potiguar, perenemente favorecida pela atratividade das praias ensolaradas.
Luis Serra – Professor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1750 DÓLAR TURISMO: R$ 5,9770 EURO: R$ 5,5710 LIBRA: R$ 6,5960…

21 horas ago

Deive Leonardo, Atom Pink Floyd e Frei Gilson: veja agenda cultural do fim de semana em Natal

A programação cultural de Natal reúne música, teatro, humor, exposições, festas e eventos em diferentes…

21 horas ago

Veja o que abre e fecha no comércio em Natal no feriado de 12 de outubro

O comércio de Natal vai funcionar com horário diferenciado nesta segunda-feira (12), feriado nacional de…

21 horas ago

RN terá transporte intermunicipal gratuito para eleitores no segundo turno

O Governo do Rio Grande do Norte autorizou a gratuidade no transporte coletivo intermunicipal para…

21 horas ago

Casa Durval Paiva realiza bazar de brinquedos com itens a partir de R$ 5 em Natal

Quem ainda procura presentes para o Dia das Crianças pode encontrar brinquedos e acessórios por…

21 horas ago

Homem é preso após ameaçar mulher e ser filmado agredindo a própria filha na Grande Natal

Um homem foi preso em flagrante na manhã dessa quinta-feira (8) em Parnamirim, na Grande…

21 horas ago

This website uses cookies.