O ex-servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva, acusado de tentar matar a tiros três promotores de Justiça do Rio Grande do Norte – crime ocorrido no dia 24 de março de 2017 dentro da sede do Ministério Público do Estado – vai sentar no banco dos réus. A sentença foi publicada nesta quinta-feira (4) pelo juiz José Armando Ponte Dias Júnior, titular da 2ª Vara Criminal de Natal. Porém, ainda não foi definida a data do júri popular.
Ainda segundo o magistrado, Guilherme deve permanecer preso até o julgamento. Ele vai responder por três crimes de homicídio tentado, com o agravante de dissimulação. Isso significa que o ele ocultou sua verdadeira intenção quando, portando um envelope, disse às secretárias do procurador-geral que precisava entrar na sala para entregar alguns documentos encaminhados por um procurador em caráter de urgência – o que levou as funcionárias a abrirem a porta.
Na sentença, a acusação ainda destaca que Guilherme foi “impelido por motivo fútil, consistente na insatisfação, desaprovação e descontentamento que particularmente nutria em relação a medidas administrativas adotadas pela equipe do então procurador-geral de Justiça”.
No ano passado, um laudo feito na esfera administrativa por uma perícia constituída pelo Conselho Nacional do Ministério Público atestou que Guilherme tinha total consciência do que estava fazendo. Tanto que ele foi demitido do cargo.
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