O acesso à internet no Brasil aumentou em 2023: 84% da população brasileira com 10 anos ou mais se conectou à internet, o que representa 156 milhões de pessoas. Em 2022, este índice era de 81%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) e fazem parte da pesquisa TIC Domicílios 2023, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O órgão considerou o uso de internet nos três meses anteriores às entrevistas.
Há ainda um “indicador ampliado“, que inclui quem, por algum motivo, afirmou não ter usado a internet no período, mas que declarou o uso de aplicativos que exigem a conexão. Por este critério, o número sobe para 164 milhões, ou 88% da população com 10 anos de idade ou mais.
A pesquisa também indica que, em 2023:
O levantamento foi realizado de março a julho de 2023 por meio de entrevistas face-a-face com uma amostra de 21.271 pessoas e 23.957 domicílios. O objetivo é medir posse, uso, acesso e hábitos da população brasileira em relação à internet.
As regiões Sul (88%) e Sudeste (87%) tiveram os maiores índices de uso de internet. E a faixa etária mais conectada do país é a de 16 a 24 anos, em que 95% da população acessou a rede no período analisado pelo estudo.
No recorte por raça, 86% das pessoas brancas usaram a rede, enquanto o índice é de 85% para pessoas pardas e de 82% para pessoas pretas.
O grupo de pessoas que não usaram a internet no período analisado é composto, principalmente, por homens, pretos ou pardos, com 60 anos ou mais.
A pesquisa indica que, em sua maioria, os desconectados têm formação até o ensino fundamental e fazem parte das classes econômicas D e E.
Além do crescimento no uso de internet, a pesquisa apontou a diminuição no grupo que acessa a rede somente pelo celular. Segundo o coordenador da TIC Domicílios 2023, Fabio Storino, os motivos para esse movimento ainda não estão claros, mas a mudança pode ser considerado positiva.
“Quando cruzamos os indicadores de atividades realizadas na internet e as habilidades digitais com o dispositivo de acesso, nota-se uma grande diferença de aproveitamento das oportunidades digitais por aqueles que acessam a rede exclusivamente pelo telefone celular”, afirma.
“Pesquisas acadêmicas também associam o uso de múltiplos dispositivos com o maior desenvolvimento de habilidades digitais”, continua.
A pesquisa passou a destacar o “indicador ampliado” de uso de internet, que inclui quem disse não ter usado a rede, mas que declarou ter utilizado serviços que precisam dessa conexão, como aplicativos de mensagem e redes sociais.
“Os motivos para isso [a resposta contraditória] são diversos, indo do desconhecimento técnico (não saber que usa ou não a internet) ao fato de alguns usuários de planos pré-pagos entenderam que os aplicativos patrocinados (zero-rated) ‘não gastam’ a internet do seu plano”, afirmou Storino.
Em relação à rapidez da conexão, a escolha pela divisão em 50 Mega foi feita para destacar a maior faixa de velocidade coletada pelo Cetic.br.
“O intuito foi apontar diferenças na qualidade da internet entre as classes sociais, ou seja: mesmo entre os conectados, há diferenças nas condições de acesso”, explicou.
Fonte: G1RN
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