Enquanto as operadoras se esforçam para garantir o funcionamento do 4G até a Copa, os usuários ainda brigam por uma melhor prestação do serviço 3G e lembram que as dificuldades da quarta geração de internet móvel são antecedidas por problemas já identificados na terceira. Em resposta às reclamações sobre o 3G de mais de 43 mil consumidores, a associação Proteste entrou com ações coletivas na Justiça, na quarta-feira (12), em Brasília, contra as operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo. No Rio Grande do Norte, o Procon-RN também se organiza para dar entrada nesta semana com ações contra as empresas, mas, nesse caso, falhas na telefonia são o problema.
“Nós recomendamos que os consumidores não adquiram o plano 4G até que as empresas melhorem os serviços de 3G. Se o 3G está ruim, não atingiu a meta estabelecida, imagina o 4G”, afirma a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. Nas ações, é pedido que as operadoras ofereçam a conexão contratada com qualidade de serviço, sob pena de pagamento de multas por descumprimento, além de indenização por danos morais coletivos aos consumidores lesados.
Também foi pedido que as operadoras sejam proibidas de vender novos planos de telefonia móvel com tecnologia 3G até a regularização do sistema, com atendimento aos parâmetros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cujas medições mensais têm apontado falhas das operadoras em boa parte do país.
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