A TERAPIA OCUPACIONAL NO PROCESSO QUIMIOTERÁPICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM CÂNCER – Lady Kelly Frarias da Silva

A TERAPIA OCUPACIONAL NO PROCESSO QUIMIOTERÁPICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM CÂNCER –

Sabemos que a detecção precoce do câncer infanto juvenil e, posteriormente, o início do tratamento são fatores fundamentais na redução da mortalidade e morbidade do tratamento. Quando estas crianças e adolescentes já estão em tratamento, uma preocupação da equipe é proporcionar qualidade de vida em todos os aspectos, pois, pela complexidade da doença, o tratamento disponibilizado está direcionado para a dimensão humana, não somente com o objetivo da cura, mas, em uma assistência que envolve além da criança e do adolescente, a família, com foco nesta nova condição e buscando melhor adaptação no que envolve os fatores físicos, psicológicos e sociais.

A quimioterapia é o tipo de tratamento mais utilizado com este público, visto que quase todos os casos recebem a quimioterapia como parte principal do tratamento, que pode vir acompanhando de cirurgia ou radioterapia. De acordo com o conhecimento dos efeitos colaterais, passamos a ter maior compreensão das problemáticas apresentadas pelos pacientes, desta forma, a equipe passa a ter melhor visão desse contexto para uma intervenção mais adequada e direcionada à cada paciente, de forma específica.

As inúmeras internações e o longo período de tratamento podem desencadear rupturas ou até mesmo perdas das habilidades da vida diária. O paciente pode demonstrar perda de interesse e passa a viver de forma passiva e dependente, neste momento, os pais passam a ser os responsáveis por realizar algumas atividades para os filhos, como dar banho, comida, escovar os dentes, dentre outras, comprometendo sua independência.
Nesse contexto, a terapia ocupacional que utiliza as atividades como terapia, auxilia os pacientes a retomarem o controle de suas vidas, de seus hábitos e atividades de rotina, mesmo que apresente alguma limitação relacionada a doença ou ao tratamento invasivo, considerando que este paciente, antes do adoecimento tinha uma vida constituída e única.

É necessário considerar a forma como cada paciente e família vai lidar com questões relacionadas a doença e ao tratamento. A intervenção passa a ser de acordo com as particularidades de cada criança e adolescente e como elas foram apresentadas, de forma singular, para então, atuar terapeuticamente.

No setor de terapia ocupacional da Casa Durval Paiva utilizamos o lúdico para estimular diversas áreas do desenvolvimento, com o objetivo de minimizar a dor, ser mediador em proporcionar bem-estar aos pacientes em tratamento quimioterápico, buscar proporcionar um ambiente favorável e que este seja funcional e prazeroso, visto o brincar ser uma atividade inerente a esse público e sua principal ocupação.

Sendo a fase de tratamento um momento de desgaste físico e emocional, as pessoas envolvidas necessitam de um olhar humanizado e acolhedor, pois, trata-se de uma mudança global, a começar pelo corpo, envolvendo também a rotina, o que, consequentemente, pode causar medo, insegurança com o desconhecido, fazendo com que o paciente e seus familiares necessitem de mecanismos para se adaptarem à nova situação.

O terapeuta estimula os pacientes a elaborarem seu cotidiano, considera suas potencialidades e faz com que se sintam participativos na vida, possibilitando uma fase de tratamento mais humanizada, ou seja, a terapia busca atender as necessidades peculiares de cada paciente, oferecendo uma trajetória com maiores perspectivas e qualidade de forma geral.

 

Lady Kelly Farias da Silva – Terapeuta Ocupacional – Casa Durval Paiva – efito:14295-TO

As opiniões emitidas são de responsabilidade dos colaboradores
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