A SEMENTE DIVINA: O AMOR – 

No capítulo 4 do Evangelho segundo Marcos, temos a parábola do semeador, a parábola da candeia, a parábola da semente e a parábola do grão de mostarda, dentre outros ensinamentos. Sabiamente, Jesus explica que a semente é palavra de Deus.

Mas o Cristo também compara as pessoas às sementes, cada uma reagindo à Palavra conforme o seu grau de consciência, da forma de lidar com as circunstâncias da vida e da disposição de perseverar na busca do encontro consigo mesmo, do “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus.”

De acordo com a explicação da parábola, um número de pessoas se encontra bem no começo da caminhada evolutiva rumo à perfeição espiritual; outro grupo, um pouco mais adiante; um terceiro bem mais à frente; e um último já dando bastante frutos. Em se tratando de vida espiritual, os frutos do espírito são amor, paz, perdão, bondade, mansidão, longanimidade, dentre tantos outros.

“Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo.” (Marcos 4:34)
A parábola tem o mérito de alcançar cada indivíduo em seu próprio estágio atual de entendimento e acompanhar o seu crescimento, indefinidamente, até o total esclarecimento, chegando ao mais profundo do conteúdo e significado da parábola. O Reino de Deus é inesgotável; e Sua Palavra como fonte de Vida jamais se exaure; é eterna.

Precisamos, todavia, de guias experientes e cheios do Espírito Santo, a fim de nos conduzir com segurança no caminho da Verdade.
“Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41)
Ao verem Jesus acalmar a tempestade, os discípulos ficaram apavorados, amedrontados diante de tanto poder.

Contudo, dominar os elementos da natureza é bem mais simples do que convencer o homem do pecado, do erro, do apego aos vícios e prazeres materiais. Esta, porém, foi e é a grande missão do Cristo: “ressuscitar a todos até o último dia”, ou seja, nos despertar para o verdadeiro sentido da vida, nos revelar o ser que somos.

Ele nos quer vivendo o divino amor em toda sua plenitude, e por toda a eternidade. Esse amor é como a semente de mostarda, pequenino em seu início, mas magnífico na sua plenitude. Sejamos, pois, boas sementes. Cultivemos as nossas virtudes e qualidades, a fim de darmos os frutos do amor que o Pai Celestial tanto espera de cada um de nós.

 

 

 

João Batista Soares de Lima  – Ex-secretário de Tributação e Membro da Arca da Aliança – Movimento Cristão.

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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